sábado, 5 de maio de 2018

RESGUARDO É FORÇA


RESGUARDO É FORÇA

Nós que freqüentamos uma casa de axé estamos sempre, nem que seja uma vez a cada dois meses, de resguardo. Ele é uma pedra no caminho de muita gente. O fato de ter algo proibido de ser feito na sua vida, por você, mesmo que por uma parcela pequena de tempo é incômodo. Mas é algo necessário.
O resguardo, ou o que muitos chamam de preceito, é necessário por uma questão de respeito, de manter o corpo “limpo” de interferências outras que não sejam dos orixás. O resguardo nos faz senhores de nós mesmos, aprendemos a dominar a nossa vontade, sacrificamos essa vontade visando um bem maior, não somente nosso, o da nossa comunidade, nossa família de santo.
Ele também mostra aos nossos Orixás a força da nossa vontade, que conseguimos usar a razão acima da emoção, da busca pelo prazer, que conseguimos sacrificar um pequeno momento de prazer por um bem maior que vislumbramos para nossa vida. È uma contribuição em troca da força que nos concedem. E, acima de tudo, é respeito ao trabalho feito em prol do nosso bem, é respeito pelo Orixá que está sendo agradado naquela obrigação, é respeito pelo axé que colocaram em nossos oris.
A maior parte dos clientes da nacao segue, mas não compreendem o porquê dessas restrições, mas nós, iniciados, temos a obrigação de buscar saber como isso é encarado na casa de axé, como o Zelador vê as restrições. Como explica essas restrições.
Geralmente o resguardo inclui a inibição de sexo, bebida, pimenta, cores fortes como preto e vermelho. Esses elementos têm uma ligação íntima com o Exu.
Um Orixá que está presente em tudo na casa de axé e que não deve ser solicitado ou se desviar do objetivo que é encaminhar nossos pedidos aos Orixás, naquele momento, naquele ritual. Depois de feito o trabalho, os rituais de oferta, ele é o responsável por encaminhar o axé dessas atividades ao mundo dos orixás.
Quando estamos em trabalhos coletivos fazemos uma corrente naquele momento e cada pessoa é um elo, se um quebra o resguardo a corrente se desfaz,e o trabalho perde a força que deveria ter. Ninguém é prejudicado diretamente, pois o Orixá não é punitivo, mas a força não é a mesma. O trabalho não é visto e recebido da mesma forma pelos Orixás.
Por causa disso, vemos casas que fazem trabalhos iniciações que as pessoas só ficam sabendo da saída, o zelador escolhe quem vai participar da corrente. E isso se reflete em perda de aprendizado. Se a pessoa é pouco solicitada na casa, ela passa menos tempo ali dentro e menos ela aprende.
Claro que temos casos de pessoas que impõem resguardos desnecessários, inventam quizilas de acordo com o seu gosto. O que é um desrespeito com quem é obrigado a seguir essas invencionices, e afronta aos Orixás que são usados para justificar uma mentira baseada no gosto ou desgosto do zelador.
Temos esse tipo de resguardo coletivo, que enfraquece trabalhos coletivos quando é quebrado; e temos ainda os resguardos de trabalhos individuais. Muitos irmãos querbram o resguardo e querem saber o que vai acontecer. Como bem respondeu o irmão mais velho,Tomege, Orixá quer ser obedecido. E não se barganha com eles.
Quebrou o resguardo, o trabalho foi vão, não se conserta elos de confiança do dia pra noite, é preciso tempo para que Orixá perdoe nossa falha.
Em suma, precisamos lembrar sempre que resguardo é força, e traz axé a todos nós.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

CHARLES CHAPLIN


Chales Chaplin

Charles Chaplin faleceu com 88 anos e deixou mensagens para toda vida:
1. Nada é para sempre neste mundo, nem mesmo os nossos problemas.
2. Eu gosto de andar na chuva, porque ninguém pode ver minhas lágrimas.
3. O dia mais desperdiçado na vida é o dia em que não rimos.
4. Os Seis Melhores Médicos do Mundo ....
a. Luz do sol,
b. Descanso,
c. Exercício,
d. Dieta,
e. Auto-estima
f. Amigos.
Mantenha-os em todas as fases da sua vida e você vai desfrutar de uma vida saudável ...
Se você ver a Lua; Você verá a beleza de Deus .....
Se você ver o Sol; Você verá o poder de Deus ...
Se você ver o espelho, você verá a Melhor Criação de Deus.
Então, ACREDITE NELE. 
Somos todos turistas, Deus é o nosso Agente de Viagens que já fixou as nossas rotas, reservas e destinos ... Confie Nele e desfrute da "Viagem" chamada VIDA ... 
A vida é apenas uma VIAGEM! Viva hoje!

domingo, 8 de abril de 2018

DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO


DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO

Falar sobre a mediunidade e sua mecânica é algo muito comum no meio espiritualista. Porém, é sempre um tema bastante complicado e polêmico. Exige sempre muita responsabilidade ao falar sobre este tema.
Mas o que todo autor sempre espera do seu leitor é que ele reflita e pondere sempre para o bom senso crítico, racional e emocional.
Dia-a-dia chegam pessoas novas para o nosso meio religioso, na maioria das vezes dotadas de mediunidade a ser desenvolvida e é aí que mora o perigo…
A mediunidade têm várias funções para o ser humano, sendo que a principal é encaminhar o médium a uma evolução acelerada.
Mas como usar disto para evoluir? Ora irmão, ser médium não é ser diferente de ninguém; na verdade, é ter que saber resolver os seus problemas e dos que te procuram, e digo isto a “grosso modo”.
Mas para se ter este equilíbrio é necessário uma caminhada ao seu interior.
A espiritualidade espera sempre que com o desenvolvimento mediúnico a pessoa busque sua reforma íntima, afim de ser ajudada e depois poder ajudar o próximo. Quando digo ‘se ajudar’, quero dizer que a pessoa deve encontrar seus erros e seus defeitos e na seqüência buscar o aprimoramento moral. Somente assim a mediunidade começará a ter função em sua vida.
Senhores médiuns, problemas materiais todos nós temos; então, isto nunca deverá ser desculpa para evitar os seus trabalhos mediúnicos e caritativos. Devemos saber administrar tudo isto, sem que uma coisa atrapalhe a outra. Médiuns, vocês são o espelho dos que lhe procuram. Então parem e pensem:
“Eu estou sendo um bom exemplo?”
Por favor, não venham com a conversa de que sua vida particular não tem nada a ver com a mediúnica.
Esta desculpa é o mais cruel pecado que o médium pode cometer. Outros usam um ditado que diz: “Faça o que eu falo e não faça o que eu faço”. Um ABSURDO!
Ser médium é buscar viver a vida terrena em paralelo com a vida espiritual e, para isto, é necessário a reforma íntima, a evangelização e o estudo teológico da religião. É o tal do “Orai e Vigiai”; porém, na verdade, devemos vigiar e orar.
Agora, para que sair desenvolvendo sua mediunidade de forma desordenada e acelerada se você nem sabe o que vai fazer com este dom? Para que? Para daqui a alguns anos você jogar no lixo !? ! Saiba irmão que, nessa história de mediunidade, o maior necessitado é você mesmo. É você que precisa se ajudar.
Ser médium é ter a função de aparelho (cavalo ou burro, como queira) para os espíritos. Mas para ser um bom aparelho é necessário ser bem preparado, usar tecnologia de ponta, material de primeira, para que se tenha vida longa, senão será descartado rapidamente e substituído por outro. É assim que a dona de casa faz com a faca que ela compra nas lojas de “R$ 1,99”; porém, se ela comprar uma faca de marca reconhecida e que passou pelos testes de qualidade e procedência, provavelmente irá durar toda a vida.
O processo de desenvolvimento mediúnico e até mesmo a sua continuidade vai muito além dos rodopios na gira ou do comparecimento no terreiro para incorporar um Caboclo ou Preto-velho.
Saiba que o desenvolvimento é eterno.
Após você incorporar o mentor, aí sim seu desenvolvimento espiritual começará.
O trabalho mediúnico não é só incorporar os mentores em datas e horas predeterminadas.
Já disse o grande mentor e mestre Ramatís :
“Não conseguireis bons fluidos em horas programadas, se os contaminais com a intolerância, a cólera, a irritação e o desamor de minutos anteriores.



quarta-feira, 4 de abril de 2018

RELATOS DE MARIA MULAMBO


RELATOS DE MARIA MULAMBO

            Certo dia estava eu em terra, e veio um rabo-de-saia falar comigo e me disse essas palavras: 
- “Eu quero que você tire ela da vida dele, quero ele pra mim e quero que você acabe com ela”.
Eu, Maria Mulambo, apenas gargalhei. Não satisfeita, a mulher me disse:
- “Te dou ouro, rosas, bebidas, roupas... lhe dou o que você pedir”.
Pacientemente, olhei para ela e disse:
- “Moça, olha dentro dos meus olhos e não desvie o olhar. Eu me chamo Maria Mulambo, você sabe quem eu sou e o que eu significo? Você me pediu isso tudo e a minha resposta para você é apenas uma: desejo que você tenha amor, pois vejo que você não sabe o que isso significa. Não quero seu ouro, não quero bebidas, não quero rosas, não quero nada. Vou lhe ensinar a ter amor, não ódio. Você está na escuridão e a maldade está lhe cegando. Olhe para mim, moça... Tenha amor pela sua vida, você não tem o direito de obrigar ninguém a permanecer ao seu lado, muito menos pedir para acabar com a vida de outro”.
Não satisfeita, a mulher zombou da minha cara, disse que eu era fraca, que eu não era uma Pombo-Gira de verdade. Apenas gargalhei novamente e disse:
- “Moça, eu só posso lhe oferecer esclarecimento, o que você precisa é de amor, se amar...
A mulher virou as costas e foi embora. Um belo tempo se passou. Realizando minhas rondas pela madrugada, eu avisto aquela mulher jogada no chão, sendo sugada por espíritos obscuros. Mal sabia ela que tinha feito o desencarne, porém, achava que ainda estava viva. Olhei pra ela e disse:
- “Moça, levante. Você lembra de mim?
Ela olhou e não acreditou no que viu e me perguntou: 
- “O que você está fazendo aqui? Saia de perto, eu não quero você aqui, você não me ajudou!
Eu novamente olhei dentro dos olhos dela e disse:
- “Moça, olhe ao seu redor. Lembra do que você me pediu e eu não fiz? Você procurou uma legião de espíritos menos evoluídos e eles fizeram o que você pediu, mas olha como você se encontra agora: esses quiumbas se alimentam do mal que você pediu quando viva. Lembra que eu disse que era de amor que você precisava? Lembra quando você me disse que eu não era Pombo-Gira? Então, hoje eu vim lhe resgatar desse umbral, dessa lama na qual você se enfiou. Moça, acorda. Já faz trinta anos que você se encontra cega pela escuridão e acha que ainda está viva”.
A moça parecia não acreditar que eu iria resgatá-la, foi quando eu disse:
- “Esse é o verdadeiro papel de uma Pombo-Gira: resgatar quem se encontra na escuridão e não matar ou separar casais. Ahhhh, moça... Se tivesse me escutado quando eu falei para se amar, pois o amor liberta...Venha comigo, moça, chegou a hora de reparar o mal que você tanto fez àquele casal”.
Só se perde na escuridão quem nunca encontrou o caminho do amor!

Laroyê, Maria Mulambo!
Laroyê toda a sua Falange!

terça-feira, 27 de março de 2018

A MULHER E OS FILHOS DE JESUS.


A MULHER E OS FILHOS DE JESUS.

Obra, baseada em texto do século VI, garante que Cristo foi casado com Maria Madalena e teve dois descendentes, Efraim e Manasses. Comunidade científica rejeita autenticidade do documento e Igreja Católica reafirma a tese do celibato.

De acordo com os cristãos, Jesus Cristo tem duas naturezas, a divina – ele seria o verdadeiro Deus – e humana. Como um de nós, foi filho de Maria e José, seu pai adotivo, e parente de Tiago, José, Judas e Simão. Essas eram as pessoas mais próximas a ele. Havia, porém, uma outra figura muito presente no círculo íntimo desse homem: Maria Madalena. Ela o seguia e aos apóstolos, como discípula que colaborava nas tarefas domésticas. Chamada de Apóstola dos Apóstolos por ter anunciado a ressurreição de Cristo, Maria Madalena desempenhou um papel de liderança na Igreja primitiva. A porção divina de Jesus é sepultada no livro “O Evangelho Perdido – decodificando o Texto Sagrado, que narra sua vida de casado e pai de dois filhos.
Lançado na quarta-feira 12, na Inglaterra, a obra é baseada em uma interpretação feita pelo cineasta especialista em investigações arqueológicas Simcha Jacobovici e por Barrie Wilson, professor de estudos da religião da Universidade de York, no Canadá, de um manuscrito datado do século VI que foi traduzido de um documento, provavelmente escrito no primeiro século. Nessa obra, descrita pela editora que a publica como uma “história de detetive histórica”, a dupla de escritores defende que Jesus ficou noivo, se casou, teve relações sexuais e dois filhos, Efraim e Manasses, com Maria Madalena. E vai mais longe. Mais do que íntima, a seguidora de Cristo é praticamente alçada ao púlpito cristão. “Maria Madalena não era apenas a senhora Jesus. Na verdade, ela era uma deusa. Ele é o filho de Deus e ela é filha Dele também”, diz Jacobovici, para quem “O Evangelho Perdido” é o primeiro livro a fazer uso de uma fonte escrita real a mostrar que Jesus e Maria Madalena
Há tempos, obras que apontam Jesus e Maria Madalena como um casal espocam pelo mundo. No Evangelho de Filipe, do século III – um texto apócrifo, que não é legitimado pela Igreja Católica –, relata um beijo do Nazareno na apóstola. Em 1953, o livro a “A Última Tentação de Cristo” fala do casamento entre eles. Em 2012, uma respeitada historiadora de Harvard revelou o Evangelho da Esposa de Jesus, também apócrifo, um fragmento de papiro do século IV escrito em copta – um idioma egípcio, que falava da “esposa de Jesus”. Nenhum deles, porém, fez tanto sucesso quanto “O Código da Vinci”, de Dan Brown, de 2003 (leia quadro). Adaptado para o cinema, o best seller que vendeu 80 milhões de cópias no mundo também aponta para o casamento de Cristo.

FICÇÃO?
Os autores Simcha Jacobovici e Barrie Wilson: a própria editora
intitula a obra como "história de detetive histórica"
O Evangelho Perdido é a bola da vez e tem sido criticado não só pela Igreja Católica, mas por arqueólogos e especialistas em exegese bíblica. O manuscrito que se serviu de base para o livro não menciona os nomes de Jesus e Maria Madalena, mas a história do casal José e Asseneth. Sobre esse fato, Jacobovici argumenta que por causa de traduções da obra para o grego e latim, no século 12, “sutilezas” foram perdidas e, agora, ao analisar o original em siríaco conseguiu decodificar a “mensagem escondida”: José estaria para Jesus como Asseneth para Maria Madalena. “Afirmar que José e Asseneth são representações veladas do casal Jesus e Maria Madalena requer muita imaginação que, certamente, não falta ao cineasta Jacobovici”, diz o arqueólogo Jorge Fabbro, da pós-graduação em arqueologia do Oriente Médio Antigo da Universidade de Santo Amaro (Unisa).


Não é de hoje que Jacobovici é criticado por pesquisadores de história antiga pelo tom sensacionalista com que trabalha. Em 2007, ele revelou ter descoberto o túmulo onde Jesus Cristo teria sido sepultado. Até hoje, porém, não respondeu a questões da comunidade acadêmica que comprovem o achado. Em “O Evangelho Perdido, ainda que haja alguma evidência de que o conto seja uma metáfora para falar de Jesus”, sua esposa e filhos, o máximo que isso prova, na visão do arqueólogo Fabbro, é que, no século VI, havia uma pessoa que acreditava que Jesus havia se casado e tido filhos, mas não que isso tenha de fato ocorrido. Especialista em sagrada escritura, o cônego Celso Pedro da Silva também aponta para uma confusão entre evidência de crença com evidência de fato. “Descobertas de papiros ou pergaminhos, ou outro material, datáveis dos primeiros séculos, não significam que o conteúdo deles seja verdade”, diz ele, que é pároco da igreja Santa Rita de Cássia, no Pari, em São Paulo. “Jesus foi celibatário a vida inteira e não se casou com ninguém. Maria Madalena amava a Jesus, mas não no sentido de casar e ter filhos com ele.” Para André Chevitarese, professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a única importância do Evangelho Perdido é dar voz às mulheres. “Escritos como esse vão contra o fato de só o homem ser a referência e tentam colocá-las no púlpito da Igreja.”


12 RELIGIÕES AFRO QUE SE ESPALHARAM PELAS AMÉRICAS


12 RELIGIÕES AFRO QUE SE ESPALHARAM PELAS AMÉRICAS
  
1. Santeria
Cuba

As canções são entoadas em lucumí, uma variação do iorubá falado onde hoje fica a Nigéria. Os rituais são muito parecidos com os do candomblé brasileiro. Acontecem em ilês, ou “casas dos santos”, onde geralmente os sacerdotes vivem. Os orixás também lembram os do candomblé, ainda que alguns, como Ossain (a divindade que vive nas matas e controla as folhas), sejam mais importantes em Cuba do que no Brasil.

2. Palo Monte
Cuba
Os bantus, vindos da região onde fica o Congo, mantinham práticas de culto aos egunguns, nome dado aos espíritos dos ancestrais da comunidade. Esse costume foi preservado entre os cubanos, que organizaram um culto cheio de diferentes métodos de adivinhação – o mais comum usa cascas de coco. O nganga, um caldeirão cheio de galhos de madeira, abriga um egungun específico, com o qual é possível fazer contato.

3. Vodu
Haiti e Nova Orleans (EUA)

Acredita num deus supremo chamado Bondye, nome inspirado na expressão em francês para “bom Deus”. Assim como todas as outras crenças listadas aqui, pratica o sacrifício de animais em situações específicas. Surgido na parte da África onde hoje ficam Gana, Togo e Benin, o vodu é comandado por mulheres, que lideram rituais em que médiuns incorporam as entidades e prestam orientações aos visitantes do templo.

4. Obeah
Trinidad e Tobago
Iniciada na Jamaica e disseminada por todo o Caribe, em especial Trinidad e Tobago, onde ganhou características próprias, como o culto a Moko, um deus surgido no Congo. Todos os anos, os moradores do país usam, no Carnaval, máscaras em sua homenagem. A religião também diz que existem os douen, fantasmas de crianças que morreram sem ser batizadas e que vagam à noite perseguindo quem sai para a rua sozinho.

5. Kumina
Jamaica
Inspirou um estilo de música e de dança muito popular no país, que lota shows e movimenta grandes gravadoras. Os seguidores da kumina, de fato, dançam e cantam muito durante os rituais. Usam roupas e lenços coloridos – a não ser quando um membro da comunidade morre, e então os fiéis dançam vestindo preto e branco. Essa fé se desenvolveu a partir do século 16, inspirada em crenças de escravos vindos de Angola.

6. Winti
Suriname

Os deuses winti se organizam de acordo com seus territórios (terra, ar, água e fogo) e prestam contas a uma divindade suprema, conhecida como Anana Kedyaman Kedyanpon. Além disso, os ancestrais podem entrar em contato com os chefes das famílias. Esse é o conjunto de crença que dá suporte a essa fé, desenvolvida na época em que o país, o menor da América Latina, era controlado pelos holandeses.

7. Quimbois
Martinica
Resultado da adaptação da religião tradicional do Congo, lembra a quimbanda, uma linha da umbanda brasileira. Os praticantes costumam sacrificar animais e colocar as ossadas em encruzilhadas. Durante as festas, os visitantes recebem receitas de banhos de limpeza, de amuletos de proteção e até mesmo de bebidas afrodisíacas. Assim como no vodu, os praticantes fazem bonecos para pregar adereços pedindo emprego, casamento ou saúde.

8. Candomblé
Brasil/Bahia

A religião de origem africana mais popular do Brasil é resultado de uma combinação de influências da Nigéria, de Benin, de Angola e do Congo. Os primeiros terreiros surgiram em Salvador, e adotaram duas dezenas de orixás, a partir das centenas que existem na África. Cada um deles foi relacionado a um santo católico, um costume muito comum em todas as Américas – era uma forma de driblar a perseguição dos senhores de escravos.

9. Xangô
Brasil/Pernambuco

Surgiu a partir de 1875, em Recife, quando a escrava Inês Joaquina da Costa plantou uma gameleira (árvore que representa o orixá Iroko) e fundou o Ilê Obá Ogunté, que depois ficaria conhecido como Sítio de Pai Adão, em referência ao pai de santo que popularizou a casa. O xangô é praticado na faixa que vai do Rio Grande do Norte até Sergipe. Assim como no candomblé, os cânticos são entoados em língua africana.

10. Tambor de mina
Brasil/Maranhão
Maranhão e Piauí, mas também Amazonas e Pará, abrigam grandes terreiros dessa religião, que se destaca pelo uso de túnicas e toalhas coloridas e mais parecidas com as dos cultos afro que se desenvolveram no Caribe. Além de orixás, são louvados os caboclos – sinal da forte influência da religiosidade indígena na região. Em geral, o transe é discreto, e parte dos cultos não é aberta ao público. As maiores lideranças são mulheres.

11. Babaçuê
Brasil/ Amazonas
Também conhecida como Batuque de Santa Bárbara, a religião cultua uma entidade chamada Bárbara Suera – de onde veio o nome Babaçuê. As cerimônias acontecem ao som de atabaques invocando a presença de entidades indígenas. Cultua poucos orixás, em especial Iansã e Xangô (e eles conversam com as pessoas, coisa que não fazem no candomblé). Também cultua os vodus, as entidades espirituais do antigo reino de Daomé, na África.

12. Batuque/Nação Africana
Brasil/Rio Grande do Sul

Formada pelos escravos que viviam no sul do País, tem influência da Nigéria e é muito praticada também no Uruguai e na Argentina. Os africanos chamavam sua fé de “pará” – o nome batuque era um apelido pejorativo dado pelos brancos. As comidas servidas aos orixás ganham adaptações: Ogum, por exemplo, é agraciado com churrasco, e Oxum ganha polenta. Em geral, o ritual não é diferente do que se pratica no Nordeste.