segunda-feira, 28 de maio de 2018
sábado, 5 de maio de 2018
RESGUARDO É FORÇA
RESGUARDO É FORÇA
Nós
que freqüentamos uma casa de axé estamos sempre, nem que seja uma vez a cada
dois meses, de resguardo. Ele é uma pedra no caminho de muita gente. O fato de
ter algo proibido de ser feito na sua vida, por você, mesmo que por uma parcela
pequena de tempo é incômodo. Mas é algo necessário.
O
resguardo, ou o que muitos chamam de preceito, é necessário por uma questão de
respeito, de manter o corpo “limpo” de interferências outras que não sejam dos
orixás. O resguardo nos faz senhores de nós mesmos, aprendemos a dominar a
nossa vontade, sacrificamos essa vontade visando um bem maior, não somente
nosso, o da nossa comunidade, nossa família de santo.
Ele
também mostra aos nossos Orixás a força da nossa vontade, que conseguimos usar
a razão acima da emoção, da busca pelo prazer, que conseguimos sacrificar um
pequeno momento de prazer por um bem maior que vislumbramos para nossa vida. È
uma contribuição em troca da força que nos concedem. E, acima de tudo, é
respeito ao trabalho feito em prol do nosso bem, é respeito pelo Orixá que está
sendo agradado naquela obrigação, é respeito pelo axé que colocaram em nossos
oris.
A
maior parte dos clientes da nacao segue, mas não compreendem o porquê dessas
restrições, mas nós, iniciados, temos a obrigação de buscar saber como isso é
encarado na casa de axé, como o Zelador vê as restrições. Como explica essas
restrições.
Geralmente
o resguardo inclui a inibição de sexo, bebida, pimenta, cores fortes como preto
e vermelho. Esses elementos têm uma ligação íntima com o Exu.
Um Orixá que está presente em tudo na casa de axé e que não deve ser solicitado ou se desviar do objetivo que é encaminhar nossos pedidos aos Orixás, naquele momento, naquele ritual. Depois de feito o trabalho, os rituais de oferta, ele é o responsável por encaminhar o axé dessas atividades ao mundo dos orixás.
Um Orixá que está presente em tudo na casa de axé e que não deve ser solicitado ou se desviar do objetivo que é encaminhar nossos pedidos aos Orixás, naquele momento, naquele ritual. Depois de feito o trabalho, os rituais de oferta, ele é o responsável por encaminhar o axé dessas atividades ao mundo dos orixás.
Quando
estamos em trabalhos coletivos fazemos uma corrente naquele momento e cada
pessoa é um elo, se um quebra o resguardo a corrente se desfaz,e o trabalho
perde a força que deveria ter. Ninguém é prejudicado diretamente, pois o Orixá
não é punitivo, mas a força não é a mesma. O trabalho não é visto e recebido da
mesma forma pelos Orixás.
Por
causa disso, vemos casas que fazem trabalhos iniciações que as pessoas só ficam
sabendo da saída, o zelador escolhe quem vai participar da corrente. E isso se
reflete em perda de aprendizado. Se a pessoa é pouco solicitada na casa, ela
passa menos tempo ali dentro e menos ela aprende.
Claro que temos casos de pessoas que impõem
resguardos desnecessários, inventam quizilas de acordo com o seu gosto. O que é
um desrespeito com quem é obrigado a seguir essas invencionices, e afronta aos
Orixás que são usados para justificar uma mentira baseada no gosto ou desgosto
do zelador.
Temos esse tipo de resguardo coletivo, que
enfraquece trabalhos coletivos quando é quebrado; e temos ainda os resguardos
de trabalhos individuais. Muitos irmãos querbram o resguardo e querem saber o
que vai acontecer. Como bem respondeu o irmão mais velho,Tomege, Orixá quer ser
obedecido. E não se barganha com eles.
Quebrou o resguardo, o trabalho foi vão, não
se conserta elos de confiança do dia pra noite, é preciso tempo para que Orixá
perdoe nossa falha.
Em suma, precisamos lembrar sempre que
resguardo é força, e traz axé a todos nós.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
CHARLES CHAPLIN
Charles Chaplin faleceu com 88 anos e deixou mensagens para toda vida:
1. Nada é para
sempre neste mundo, nem mesmo os nossos problemas.
2. Eu gosto de
andar na chuva, porque ninguém pode ver minhas lágrimas.
3. O dia mais
desperdiçado na vida é o dia em que não rimos.
4. Os Seis Melhores
Médicos do Mundo ....
a. Luz do sol,
b. Descanso,
c. Exercício,
d. Dieta,
e. Auto-estima
f. Amigos.
Mantenha-os em todas as fases da sua vida e você vai desfrutar de uma
vida saudável ...
Se você ver a Lua; Você verá a beleza de Deus .....
Se você ver o Sol; Você verá o poder de Deus ...
Se você ver o espelho, você verá a Melhor Criação de Deus.
Então, ACREDITE NELE.
Somos todos turistas, Deus é o nosso Agente de Viagens que já fixou as
nossas rotas, reservas e destinos ... Confie Nele e desfrute da
"Viagem" chamada VIDA ...
A vida é apenas uma VIAGEM! Viva hoje!
domingo, 8 de abril de 2018
DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO
DESENVOLVIMENTO
MEDIÚNICO
Falar sobre a mediunidade e sua mecânica é algo muito
comum no meio espiritualista. Porém, é sempre um tema bastante complicado e
polêmico. Exige sempre muita responsabilidade ao falar sobre este tema.
Mas o que todo autor sempre espera do seu leitor é que
ele reflita e pondere sempre para o bom senso crítico, racional e emocional.
Dia-a-dia chegam pessoas novas para o nosso meio
religioso, na maioria das vezes dotadas de mediunidade a ser desenvolvida e é
aí que mora o perigo…
A mediunidade têm várias funções para o ser humano, sendo que a principal é encaminhar o médium a uma evolução acelerada.
A mediunidade têm várias funções para o ser humano, sendo que a principal é encaminhar o médium a uma evolução acelerada.
Mas como usar disto para evoluir? Ora irmão,
ser médium não é ser diferente de ninguém; na verdade, é ter que saber resolver
os seus problemas e dos que te procuram, e digo isto a “grosso modo”.
Mas para se ter este equilíbrio é necessário uma
caminhada ao seu interior.
A espiritualidade espera sempre que com o desenvolvimento
mediúnico a pessoa busque sua reforma íntima, afim de ser ajudada e depois
poder ajudar o próximo. Quando digo ‘se ajudar’, quero dizer que a pessoa deve
encontrar seus erros e seus defeitos e na seqüência buscar o aprimoramento
moral. Somente assim a mediunidade começará a ter função em sua vida.
Senhores médiuns, problemas materiais todos nós temos;
então, isto nunca deverá ser desculpa para evitar os seus trabalhos mediúnicos
e caritativos. Devemos saber administrar tudo isto, sem que uma coisa atrapalhe
a outra. Médiuns, vocês são o espelho dos que lhe procuram. Então parem e
pensem:
“Eu estou sendo um bom exemplo?”
Por favor, não venham com a conversa de que sua vida
particular não tem nada a ver com a mediúnica.
Esta desculpa é o mais cruel pecado que o médium pode
cometer. Outros usam um ditado que diz: “Faça o que eu falo e não faça o que eu
faço”. Um ABSURDO!
Ser médium é buscar viver a vida terrena em paralelo com
a vida espiritual e, para isto, é necessário a reforma íntima, a evangelização
e o estudo teológico da religião. É o tal do “Orai e Vigiai”; porém, na
verdade, devemos vigiar e orar.
Agora, para que sair desenvolvendo sua mediunidade de
forma desordenada e acelerada se você nem sabe o que vai fazer com este dom?
Para que? Para daqui a alguns anos você jogar no lixo !? ! Saiba irmão que,
nessa história de mediunidade, o maior necessitado é você mesmo. É você que
precisa se ajudar.
Ser médium é ter a função de aparelho (cavalo ou burro,
como queira) para os espíritos. Mas para ser um bom aparelho é necessário ser
bem preparado, usar tecnologia de ponta, material de primeira, para que se
tenha vida longa, senão será descartado rapidamente e substituído por outro. É
assim que a dona de casa faz com a faca que ela compra nas lojas de “R$ 1,99”;
porém, se ela comprar uma faca de marca reconhecida e que passou pelos testes
de qualidade e procedência, provavelmente irá durar toda a vida.
O processo de desenvolvimento mediúnico e até mesmo a sua
continuidade vai muito além dos rodopios na gira ou do comparecimento no
terreiro para incorporar um Caboclo ou Preto-velho.
Saiba que o desenvolvimento é eterno.
Após você incorporar o mentor, aí sim seu
desenvolvimento espiritual começará.
O trabalho mediúnico não é só incorporar os mentores em
datas e horas predeterminadas.
Já disse o grande mentor e mestre Ramatís :
“Não conseguireis bons fluidos em horas programadas, se
os contaminais com a intolerância, a cólera, a irritação e o desamor de minutos
anteriores.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
RELATOS DE MARIA MULAMBO
RELATOS DE MARIA MULAMBO
Certo dia estava eu em terra, e veio um rabo-de-saia
falar comigo e me disse essas palavras:
- “Eu
quero que você tire ela da vida dele, quero ele pra mim e quero que você acabe
com ela”.
Eu,
Maria Mulambo, apenas gargalhei. Não satisfeita, a mulher me disse:
- “Te
dou ouro, rosas, bebidas, roupas... lhe dou o que você pedir”.
Pacientemente,
olhei para ela e disse:
- “Moça,
olha dentro dos meus olhos e não desvie o olhar. Eu me chamo Maria Mulambo,
você sabe quem eu sou e o que eu significo? Você me pediu isso tudo e a minha
resposta para você é apenas uma: desejo que você tenha amor, pois vejo que você
não sabe o que isso significa. Não quero seu ouro, não quero bebidas, não quero
rosas, não quero nada. Vou lhe ensinar a ter amor, não ódio. Você está na
escuridão e a maldade está lhe cegando. Olhe para mim, moça... Tenha amor pela
sua vida, você não tem o direito de obrigar ninguém a permanecer ao seu lado,
muito menos pedir para acabar com a vida de outro”.
Não
satisfeita, a mulher zombou da minha cara, disse que eu era fraca, que eu não
era uma Pombo-Gira de verdade. Apenas gargalhei novamente e disse:
- “Moça,
eu só posso lhe oferecer esclarecimento, o que você precisa é de amor, se
amar...”
A
mulher virou as costas e foi embora. Um belo tempo se passou. Realizando minhas
rondas pela madrugada, eu avisto aquela mulher jogada no chão, sendo sugada por
espíritos obscuros. Mal sabia ela que tinha feito o desencarne, porém, achava
que ainda estava viva. Olhei pra ela e disse:
- “Moça,
levante. Você lembra de mim?”
Ela
olhou e não acreditou no que viu e me perguntou:
- “O
que você está fazendo aqui? Saia de perto, eu não quero você aqui, você não me
ajudou!”
Eu
novamente olhei dentro dos olhos dela e disse:
- “Moça,
olhe ao seu redor. Lembra do que você me pediu e eu não fiz? Você procurou uma
legião de espíritos menos evoluídos e eles fizeram o que você pediu, mas olha
como você se encontra agora: esses quiumbas se alimentam do mal que você pediu
quando viva. Lembra que eu disse que era de amor que você precisava? Lembra
quando você me disse que eu não era Pombo-Gira? Então, hoje eu vim lhe resgatar
desse umbral, dessa lama na qual você se enfiou. Moça, acorda. Já faz trinta
anos que você se encontra cega pela escuridão e acha que ainda está viva”.
A
moça parecia não acreditar que eu iria resgatá-la, foi quando eu disse:
- “Esse
é o verdadeiro papel de uma Pombo-Gira: resgatar quem se encontra na escuridão
e não matar ou separar casais. Ahhhh, moça... Se tivesse me escutado quando eu
falei para se amar, pois o amor liberta...Venha comigo, moça, chegou a hora de
reparar o mal que você tanto fez àquele casal”.
Só
se perde na escuridão quem nunca encontrou o caminho do amor!
Laroyê,
Maria Mulambo!
Laroyê
toda a sua Falange!
terça-feira, 27 de março de 2018
A MULHER E OS FILHOS DE JESUS.
A
MULHER E OS FILHOS DE JESUS.
Obra,
baseada em texto do século VI, garante que Cristo foi casado com Maria Madalena
e teve dois descendentes, Efraim e Manasses. Comunidade científica rejeita
autenticidade do documento e Igreja Católica reafirma a tese do celibato.
De acordo com os cristãos, Jesus Cristo tem duas
naturezas, a divina – ele seria o verdadeiro Deus – e humana. Como um de nós,
foi filho de Maria e José, seu pai adotivo, e parente de Tiago, José, Judas e
Simão. Essas eram as pessoas mais próximas a ele. Havia, porém, uma outra
figura muito presente no círculo íntimo desse homem: Maria Madalena. Ela o
seguia e aos apóstolos, como discípula que colaborava nas tarefas domésticas.
Chamada de Apóstola dos Apóstolos por ter anunciado a ressurreição de Cristo, Maria
Madalena desempenhou um papel de liderança na Igreja primitiva. A porção divina
de Jesus é sepultada no livro “O Evangelho Perdido – decodificando o Texto
Sagrado, que narra sua vida de casado e pai de dois filhos.
Lançado na quarta-feira 12, na Inglaterra, a obra é
baseada em uma interpretação feita pelo cineasta especialista em investigações
arqueológicas Simcha Jacobovici e por Barrie Wilson, professor de estudos da
religião da Universidade de York, no Canadá, de um manuscrito datado do século
VI que foi traduzido de um documento, provavelmente escrito no primeiro século.
Nessa obra, descrita pela editora que a publica como uma “história de detetive
histórica”, a dupla de escritores defende que Jesus ficou noivo, se casou, teve
relações sexuais e dois filhos, Efraim e Manasses, com Maria Madalena. E vai
mais longe. Mais do que íntima, a seguidora de Cristo é praticamente alçada ao
púlpito cristão. “Maria Madalena não era apenas a senhora Jesus. Na verdade,
ela era uma deusa. Ele é o filho de Deus e ela é filha Dele também”, diz
Jacobovici, para quem “O Evangelho Perdido” é o primeiro livro a fazer uso de
uma fonte escrita real a mostrar que Jesus e Maria Madalena
Há tempos, obras que apontam Jesus e Maria Madalena
como um casal espocam pelo mundo. No Evangelho de Filipe, do século III – um
texto apócrifo, que não é legitimado pela Igreja Católica –, relata um beijo do
Nazareno na apóstola. Em 1953, o livro a “A Última Tentação de Cristo” fala do
casamento entre eles. Em 2012, uma respeitada historiadora de Harvard revelou o
Evangelho da Esposa de Jesus, também apócrifo, um fragmento de papiro do século
IV escrito em copta – um idioma egípcio, que falava da “esposa de Jesus”.
Nenhum deles, porém, fez tanto sucesso quanto “O Código da Vinci”, de Dan
Brown, de 2003 (leia quadro). Adaptado para o cinema, o best seller que vendeu
80 milhões de cópias no mundo também aponta para o casamento de Cristo.
FICÇÃO?
Os autores Simcha Jacobovici e Barrie Wilson: a própria editora
intitula a obra como "história de detetive histórica"
O Evangelho Perdido é a bola da vez e tem sido
criticado não só pela Igreja Católica, mas por arqueólogos e especialistas em
exegese bíblica. O manuscrito que se serviu de base para o livro não menciona
os nomes de Jesus e Maria Madalena, mas a história do casal José e Asseneth.
Sobre esse fato, Jacobovici argumenta que por causa de traduções da obra para o
grego e latim, no século 12, “sutilezas” foram perdidas e, agora, ao analisar o
original em siríaco conseguiu decodificar a “mensagem escondida”: José estaria
para Jesus como Asseneth para Maria Madalena. “Afirmar que José e Asseneth são
representações veladas do casal Jesus e Maria Madalena requer muita imaginação
que, certamente, não falta ao cineasta Jacobovici”, diz o arqueólogo Jorge
Fabbro, da pós-graduação em arqueologia do Oriente Médio Antigo da Universidade
de Santo Amaro (Unisa).
Não é de hoje que Jacobovici é criticado por
pesquisadores de história antiga pelo tom sensacionalista com que trabalha. Em
2007, ele revelou ter descoberto o túmulo onde Jesus Cristo teria sido
sepultado. Até hoje, porém, não respondeu a questões da comunidade acadêmica
que comprovem o achado. Em “O Evangelho Perdido, ainda que haja alguma
evidência de que o conto seja uma metáfora para falar de Jesus”, sua esposa e
filhos, o máximo que isso prova, na visão do arqueólogo Fabbro, é que, no
século VI, havia uma pessoa que acreditava que Jesus havia se casado e tido
filhos, mas não que isso tenha de fato ocorrido. Especialista em sagrada
escritura, o cônego Celso Pedro da Silva também aponta para uma confusão entre
evidência de crença com evidência de fato. “Descobertas de papiros ou
pergaminhos, ou outro material, datáveis dos primeiros séculos, não significam
que o conteúdo deles seja verdade”, diz ele, que é pároco da igreja Santa Rita
de Cássia, no Pari, em São Paulo. “Jesus foi celibatário a vida inteira e não
se casou com ninguém. Maria Madalena amava a Jesus, mas não no sentido de casar
e ter filhos com ele.” Para André Chevitarese, professor do Instituto de
História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a única importância do
Evangelho Perdido é dar voz às mulheres. “Escritos como esse vão contra o fato
de só o homem ser a referência e tentam colocá-las no púlpito da Igreja.”
12 RELIGIÕES AFRO QUE SE ESPALHARAM PELAS AMÉRICAS
12 RELIGIÕES AFRO QUE SE ESPALHARAM PELAS AMÉRICAS
1. Santeria
Cuba
As
canções são entoadas em lucumí, uma variação do iorubá falado onde hoje fica a
Nigéria. Os rituais são muito parecidos com os do candomblé brasileiro.
Acontecem em ilês, ou “casas dos santos”, onde geralmente os sacerdotes vivem.
Os orixás também lembram os do candomblé, ainda que alguns, como Ossain (a
divindade que vive nas matas e controla as folhas), sejam mais importantes em
Cuba do que no Brasil.
2. Palo Monte
Cuba
Os
bantus, vindos da região onde fica o Congo, mantinham práticas de culto aos
egunguns, nome dado aos espíritos dos ancestrais da comunidade. Esse costume
foi preservado entre os cubanos, que organizaram um culto cheio de diferentes
métodos de adivinhação – o mais comum usa cascas de coco. O nganga, um
caldeirão cheio de galhos de madeira, abriga um egungun específico, com o qual
é possível fazer contato.
3. Vodu
Haiti
e Nova Orleans (EUA)
Acredita
num deus supremo chamado Bondye, nome inspirado na expressão em francês para
“bom Deus”. Assim como todas as outras crenças listadas aqui, pratica o
sacrifício de animais em situações específicas. Surgido na parte da África
onde hoje ficam Gana, Togo e Benin, o vodu é comandado por mulheres, que lideram
rituais em que médiuns incorporam as entidades e prestam orientações aos
visitantes do templo.
4. Obeah
Trinidad
e Tobago
Iniciada
na Jamaica e disseminada por todo o Caribe, em especial Trinidad e Tobago, onde
ganhou características próprias, como o culto a Moko, um deus surgido no Congo.
Todos os anos, os moradores do país usam, no Carnaval, máscaras em sua
homenagem. A religião também diz que existem os douen, fantasmas de crianças
que morreram sem ser batizadas e que vagam à noite perseguindo quem sai para a
rua sozinho.
5. Kumina
Jamaica
Inspirou
um estilo de música e de dança muito popular no país, que lota shows e movimenta
grandes gravadoras. Os seguidores da kumina, de fato, dançam e cantam muito
durante os rituais. Usam roupas e lenços coloridos – a não ser quando um membro
da comunidade morre, e então os fiéis dançam vestindo preto e branco. Essa fé
se desenvolveu a partir do século 16, inspirada em crenças de escravos vindos
de Angola.
6. Winti
Suriname
Os
deuses winti se organizam de acordo com seus territórios (terra, ar, água e
fogo) e prestam contas a uma divindade suprema, conhecida como Anana Kedyaman
Kedyanpon. Além disso, os ancestrais podem entrar em contato com os chefes das
famílias. Esse é o conjunto de crença que dá suporte a essa fé, desenvolvida na
época em que o país, o menor da América Latina, era controlado pelos
holandeses.
7. Quimbois
Martinica
Resultado
da adaptação da religião tradicional do Congo, lembra a quimbanda, uma linha da
umbanda brasileira. Os praticantes costumam sacrificar animais e colocar as
ossadas em encruzilhadas. Durante as festas, os visitantes recebem receitas de
banhos de limpeza, de amuletos de proteção e até mesmo de bebidas afrodisíacas.
Assim como no vodu, os praticantes fazem bonecos para pregar adereços pedindo
emprego, casamento ou saúde.
8. Candomblé
Brasil/Bahia
A
religião de origem africana mais popular do Brasil é resultado de uma
combinação de influências da Nigéria, de Benin, de Angola e do Congo. Os
primeiros terreiros surgiram em Salvador, e adotaram duas dezenas de orixás, a
partir das centenas que existem na África. Cada um deles foi relacionado a um
santo católico, um costume muito comum em todas as Américas – era uma forma de
driblar a perseguição dos senhores de escravos.
9. Xangô
Brasil/Pernambuco
Surgiu
a partir de 1875, em Recife, quando a escrava Inês Joaquina da Costa plantou
uma gameleira (árvore que representa o orixá Iroko) e fundou o Ilê Obá Ogunté,
que depois ficaria conhecido como Sítio de Pai Adão, em referência ao pai de
santo que popularizou a casa. O xangô é praticado na faixa que vai do Rio
Grande do Norte até Sergipe. Assim como no candomblé, os cânticos são entoados
em língua africana.
10. Tambor de mina
Brasil/Maranhão
Maranhão
e Piauí, mas também Amazonas e Pará, abrigam grandes terreiros dessa religião,
que se destaca pelo uso de túnicas e toalhas coloridas e mais parecidas com as
dos cultos afro que se desenvolveram no Caribe. Além de orixás, são louvados os
caboclos – sinal da forte influência da religiosidade indígena na região. Em
geral, o transe é discreto, e parte dos cultos não é aberta ao público. As
maiores lideranças são mulheres.
11. Babaçuê
Brasil/
Amazonas
Também
conhecida como Batuque de Santa Bárbara, a religião cultua uma entidade chamada
Bárbara Suera – de onde veio o nome Babaçuê. As cerimônias acontecem ao som de
atabaques invocando a presença de entidades indígenas. Cultua poucos orixás, em
especial Iansã e Xangô (e eles conversam com as pessoas, coisa que não fazem no
candomblé). Também cultua os vodus, as entidades espirituais do antigo reino de
Daomé, na África.
12. Batuque/Nação Africana
Brasil/Rio
Grande do Sul
Formada
pelos escravos que viviam no sul do País, tem influência da Nigéria e é muito
praticada também no Uruguai e na Argentina. Os africanos chamavam sua fé de
“pará” – o nome batuque era um apelido pejorativo dado pelos brancos. As
comidas servidas aos orixás ganham adaptações: Ogum, por exemplo, é agraciado
com churrasco, e Oxum ganha polenta. Em geral, o ritual não é diferente do que
se pratica no Nordeste.
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