quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O PODER DOS CHIFRES

PODER DOS CHIFRES
Antes de começarmos a escrever a pesquisa sobre os “Chifres”, é interessante falarmos um pouco sobre Livre-Arbítrio, que nada mais é que a capacidade que o ser humano tem de escolher seu próprio caminho; portanto, é muito importante você respeitar os diferentes, você não deve tentar manipular ou interferir no livre-arbítrio dos outros.
Além de muitas outras interpretações que conheceremos, logo abaixo não podemos deixar de mencionar que até hoje, nas Consagrações dos “Templos”, em várias Religiões e Sociedades, o chifre é usado… Algumas colocam sementes dentro dele, que simbolicamente são interpretadas como fonte de Abundância e Prosperidade……Na Grécia Antiga, conta-se que Zeus, quando nasceu, foi alimentado pelas abelhas, que lhe davam mel, e a cabra Almatéia deu-lhe o leite. O carneiro era consagrado a Zeus e era de seu chifre a famosa “Cornucópia” que derrama os tesouros sobre a Terra, símbolo da prosperidade e da abundância.
O Sagrado Masculino existe também sob muitos nomes, entre eles Pan (Pã), Dionísio, Baco, Quíron, Hermes, Moisés, Baphomet, Amom-Rá, Mitra, Odin, Wotan e Cernunnos. Ele é uma representação masculina da divindade, e é mais conhecido como o Deus Chifrudo.
Calma! Não é nenhum diabo. Nas civilizações antigas, os chifres eram uma representação de poder e masculinidade. Os chifres sempre foram sinal de algo divino. Na Babilônia, por exemplo, o grau de importância dos deuses era identificado pelo número de chifres atribuído a ele. Os chifres foram incorporados pelo homem quando perceberam que se vestir como animal facilitava a sua aproximação durante a caça.
Inicialmente era um Deus da caça, depois vieram novas atribuições, como a de Deus protetor das florestas, dos animais, da chuva, do vinho, entre muitos outros. É representado pelo Sol.
O Deus Cornífero foi transformado no diabo pelos cristãos, ou melhor, pela Igreja Católica, com o objetivo de acabar com o culto das bruxas na Europa Ocidental. Não havia outra razão. Mesmo muito antes disso, os egípcios já adoravam o Deus do Oculto, do escuro, Amon, que também possuía chifres.
Antes da aparição do Cristianismo, o Deus de Chifres era tido como símbolo de vida, sexualidade, êxtase e liberdade.
Muitas deidades pagãs foram adaptadas pelo Cristianismo.
O Deus representa tudo que é livre, é o caçador que representa inovação, vitalidade, força e fertilidade.
Aspectos da vida relacionados ao Deus Cornífero:
- Atrair coragem, garra e vigor;
- Trazer fertilidade e gravidez;
- Livrar-se do estresse;
- Atrair o vigor sexual;
- Aumentar a percepção e os instintos;
- Resolver problemas difíceis;
- Estabilizar situações;
- Atrair prosperidade e riqueza;
- Buscar a razão;
- Invocar os poderes da fartura e da prosperidade.
Hoje em dia, os chifres são vistos como símbolos da traição, do “babaca”…
Ninguém sabe o motivo. Aliás, a grande variedade de teorias já levantadas a respeito só vem confirmar o mistério dessa modificação no significado atribuído aos chifres, a partir da Idade Média européia. Antes disso, os cornos não eram o símbolo da pessoa que é traída pelo(a) parceiro(a), mas representavam energia, comando e potência sexual: todos os sátiros da mitologia tinham chifres, e os guerreiros vikings, bem como os gauleses da aldeia de Asterix, portavam-nos orgulhosamente em seus capacetes. Ovídio, no Canto XV das Metamorfoses, descreve, sem a menor ironia, o episódio em que Cipus, o famoso pretor romano, acorda certo dia com um portentoso par de cornos na cabeça, simbolizando o glorioso papel que desempenharia no futuro de Roma – história que não poderia ter sido narrada por um escritor medieval ou renascentista sem um inevitável sentido burlesco (fico só imaginando o efeito que esta passagem de Ovídio teria no meu tempo de ginásio, em que desatávamos a rir maldosamente só porque mencionavam a Cornualha, na Inglaterra, ou as famosas jóias de Cornélia …). Além de símbolo da força, os chifres eram – e são, até hoje – considerados uma poderosa defesa contra o mau-olhado e a feitiçaria, seja na sua forma córnea natural, seja no conhecido sinal que se faz com a mão fechada, deixando o indicador e o mindinho estendidos.
O certo é que, num dado momento, por motivos inexplicáveis, estabeleceu-se uma associação entre a traição e os chifres. Todas as hipóteses conhecidas são fantasiosas ou vagas demais, ou localizadas demais para justificar a difusão desse símbolo por todos os países do Ocidente, pois mesmo na Inglaterra e na França, em que o marido traído é associado, por razões também obscuras, ao pássaro cuco – cuckold (ing.) e cocu (fr.) –, os chifres estão lá, ornando a testa de todos os infelizes que foram minotaurizados. Voltaire, por exemplo, sustentava que o costume viria dos gregos, que chamavam de “bode” ao marido traído pela mulher (segundo ele, a cabra, na cultura grega, era o símbolo da fêmea dissoluta); no entanto, se isso fosse verdade, os romanos, que herdaram e absorveram a cultura grega, teriam conservado a tradição – coisa que não ocorreu, como bem demonstra o texto das Metamorfoses . Outros preferem buscar a explicação no brumoso passado dos celtas; das inúmeras versões, a mais conhecida envolve Cernunos, um dos principais deuses gauleses, que presidia a vinda da primavera, representada por um ancião com a cabeça enfeitada por chifres de veado. Segundo a lenda, ele vive embaixo da terra, mas sempre que sua mulher o engana – o que ela parece fazer regularmente, todos os anos – ele sobe à superfície, trazendo consigo o fim do inverno. Os antropólogos, por sua vez, lembram que, em muitas aldeias da Europa primitiva, a comunidade costumava humilhar o marido cuja mulher desse à luz um filho de outro homem, obrigando-o a desfilar com a cabeça ornada por chifres de boi ou de cervo – mas não explicam por que escolhiam o chifre, e não o rabo, ou o casco, ou a pele do animal, o que teria nos dado rabudos, cascudos e peludos, em lugar de cornudos.
Uma versão literária atribui a origem deste símbolo ao relato que Geoffrey de Monmouth faz em sua obra A Vida de Merlin (1148): “O famoso mago Merlin retirou-se para a solidão da floresta, insinuando à sua mulher Gwendolina que não se importaria muito se ela casasse de novo, desde que ele não fosse obrigado a conhecer o felizardo. Um dia, no entanto, os astros lhe informam que o casamento dela está próximo e ele se dirige ao seu antigo palácio, montado num cervo, acompanhado de muitos outros animais selvagens, para levar-lhe o seu presente de bodas. Ao chegar lá, sua ex-mulher e o namorado estão em uma das janelas da torre e riem muito da estranha comitiva de Merlin, o qual, furioso, arranca os cornos de um cervo e arremessa-os contra o pretendente, matando-o instantaneamente e fazendo-o descer ao mundo dos mortos com uma bela galhada na testa”.
Esta, a meu ver, é a menos provável, pois acaba colocando os cornos no traidor, não no traído.
Vamos nos aprofundar um pouco mais na pesquisa e veremos que os chifres eram um símbolo de Poder.
Começaremos pelas Sagradas Escrituras:
Não podemos deixar de citar que o “Cordeiro” possui chifres, e vemos na tabela acima que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, e por Ele foi sacrificado.

Os dois chifres pequenos
Tanto em Daniel 7 como em Daniel 8, o poder de um pequeno chifre se torna proeminente. Uma comparação de suas características mostra não apenas que são o mesmo poder, mas ajuda a fortalecer nossa posição sobre quem é ele. Foram dadas muitas informações sobre esses pequenos chifres, mais detalhes sobre eles do que sobre qualquer dos outros reinos. Isso deve significar duas coisas: primeiro, obviamente, esses pequenos chifres simbolizam um poder importante na história profética do mundo e, segundo, que Deus quer que saibamos com certeza que poder eles representam.
Seguem abaixo as semelhanças entre os dois chifres pequenos. Ao estudar essas características e semelhanças, pense como essas características ajudam a confirmar nossa interpretação desse poder:
1. São representados pelo mesmo símbolo, um chifre (Dan. 7:8 e 20; 8:9).
2. São poderes perseguidores (Dan. 7:21 e 25; 8:10 e 24).
3. Ambos são arrogantes e blasfemos (Dan. 7:8, 20 e 25; 8:10, 11 e 25).
4. Têm como alvo o povo de Deus (Dan. 7:25; 8:24).
5. Têm aspectos de sua atividade determinados por tempo profético (Dan. 7:25; 8:13 e 14).
6. Existem até o tempo do fim (Dan. 7:25 e 26; 8:17 e 19).
7. Serão destruídos por uma força sobrenatural (Dan. 7:11 e 26; 8:25).
Quando você tem dois poderes representados pelo mesmo símbolo profético e que executam as mesmas ações básicas no mesmo período no fluxo das visões, parece mais do que óbvio que se trata do mesmo poder. Considerando, também, as descrições desse poder, o ônus da prova recai fortemente sobre os que interpretam esse poder como alguma coisa que não seja Roma.

O Deus Cornífero na Wicca
O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente, é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. Ele é o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para se começar o ritual. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento, e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e do otimismo. Ele é a força do Sol e, da mesma forma, nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.
Segundo os mitos pagãos, o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor, a Deusa engravida e, quando chega o inverno, o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá à luz. Esse mito contém em si os próprios ciclos da natureza, em que no verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.
Para a maioria, pode aparentar algo meio incestuoso, quando se afirma que o Cornífero é filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos, onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso, o simbolismo do mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe, inclusive o próprio Deus; por isso, para Ela, Ele deve voltar.
O culto ao Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, a vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso, a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância; por isso, eram freqüentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.
Com a crescimento do Cristianismo e com a intensão do Clero em derrubar a Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e, na atualidade, resgatar o status desse importante Deus torna-se bastante difícil.
O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção e a continuidade. Cernunos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que nos desperta para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.
Ainda hoje existe muita confusão acerca da Bruxaria, e isto se deve à Igreja Medieval, que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.
O culto à Deusa Mãe e ao Deus Conífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do Catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.
A Arte Wiccaniana remonta aos homens das cavernas, e, para entendermos por que uma divindade com chifres foi reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos, temos de pensar como nossos antepassados.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos os animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial, uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.
Quando o homem saía em busca de caça, ao retornar à sua tribo, colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele, todo clã seria nutrido, ele era o “Rei”. O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.
Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto, como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda os associam.
O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na Terra.
A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo.
Aprendemos o significado de alguns símbolos importantes e o apresentamos aqui:
A besta: representa reinos
Os chifres: símbolo de reis, poder, autoridade
O mar: mar, ou água, representa multidão, pessoas
Os ventos: um símbolo de guerra e contenda
O dia: representa um ano literal
As asas: representa grande velocidade de conquista

Na Astrologia
Na Astrologia, o chifre pode ter uma conotação fálica, de potência viril, de força e de iniciação; no entanto, está relacionado também a uma das fases da Lua, tanto que as Deusas da Lua costumavam ser representadas por pequenos chifres, e os animais com chifres eram associados à Lua.
Existem alguns trabalhos meus em que cito o poder dos chifres em alguns Deuses; pediria aos leitores deste artigo que visitassem o meu blog: www.blog.madras.com.br e lessem os textos referentes (O Deus Pã; Baphomet; Moisés; A Deusa Ísis).
Daniel Pelizzari diz que Wicca é uma palavra do inglês arcaico que quer dizer “bruxo” (plural: wicce). Há quem diga que seu significado é “sábio”, mas isso não corresponde à verdade.
E prossegue, afirmando que a palavra tem sua origem na raiz indo-européia wikk-, significando “magia”, “feitiçaria”. O nome Wicca é o mais usado para denominar essa religião. Ela também é conhecida como Bruxaria, Feitiçaria, Antiga Religião e Arte dos Sábios, ou simplesmente, a Arte.
Um dos primeiros e, seguramente, o mais importante Deus primitivo a surgir foi o Deus de Chifres.
Alguns membros do clã iniciaram a prática de atividades de caráter mágico-religioso, compostas por um elemento religioso (esboços de rituais e mitos dedicados à adoração do Deus de Chifres, forças da natureza e espíritos dos antepassados) e por um elemento mágico (práticas que tentavam atrair a benevolência dessas divindades e espíritos, a fim de manipulá-los para interesses práticos do clã). Nesse momento, estava se delineando algo que se assemelhava muito, grosso modo, a uma classe sacerdotal. Esses “sacerdotes” realizavam ritos do que hoje é denominado magia simpática, ou seja, práticas baseadas na atração dos semelhantes. Pintavam-se cenas de membros do clã vencendo e abatendo animais cobiçados, para garantir o sucesso da próxima caçada. Miniaturas desses mesmos animais eram confeccionadas, em osso, chifre ou barro, e então simulava-se sua caça e abate. Esses ritos eram freqüentemente dirigidos por um desses “sacerdotes”, geralmente usando a primeira de todas as túnicas: peles de animais e uma máscara dotada de chifres.
Em Trois Frères, na França, existe uma pintura de 12 mil anos, conhecida como Le Sorcière (”O Feiticeiro”). É a figura de um homem vestido de peles, com cauda e chifres de cervo. À sua volta, paredes cobertas por pinturas de animais em caçadas. A seus pés, uma saliência na rocha, constituindo um altar. Mas as caçadas não eram a única coisa que fazia o clã sobreviver. Havia um Mistério: o da fertilidade. O clã precisava continuar. De tempos em tempos, a barriga das mulheres crescia, e, ao fim de algumas luas, delas surgia um novo membro da tribo, pequeno, mas que crescia com o passar do tempo. Os animais também tinham filhotes, e isso garantia o alimento das futuras gerações. A chave de todo esse Mistério era a mulher, aquele enigmático ser que, se já não bastasse ser a única responsável pela continuação da tribo (ainda não havia a consciência da participação do homem na reprodução), também alimentava as crianças com leite de seu próprio corpo. Além disso, aquela criatura mágica vertia sangue de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas mesmo assim não morria.
Todas essas constatações deram origem ao surgimento de uma Deusa da Fertilidade, uma Grande Mãe. Figuras pré-históricas dessa Deusa são incontáveis. Uma das mais famosas é a Vênus de Willendorf: seu corpo parece uma grande massa disforme da qual se destacam um gigantesco par de seios e uma proeminente barriga grávida. Ela não tem pés nem braços, e seu rosto está coberto. Essas características são comuns a várias outras “Vênus” pré-históricas, e se devem à ênfase que o ser humano primitivo dava ao aspecto de fertilidade da mulher.
A Deusa era a Grande Mãe Natureza, fonte de toda a vida. Com o tempo, os homens foram se conscientizando de seu papel na reprodução, e o aspecto de fertilizador passou a ser mais um dos atributos do Deus de Chifres. Ele se tornou filho da Deusa, pois dela era nascido, e também seu amante, pois a fertilizava para que um novo ser surgisse. A partir dessa concepção, novos ritos foram adicionados às práticas mágico-religiosas, em que se esculpiam ou pintavam-se animais ou humanos copulando, e todo o clã entregava-se ao ato sexual, após ter recebido a graça dos Deuses.
No período Neolítico, o ser humano desenvolveu a agricultura, e começou a formar aldeias e povoados. Com a descoberta das técnicas de plantio, a Deusa assumiu maior importância, passando a acumular também o aspecto de guardiã da colheita. O Deus de Chifres começou a ganhar uma nova face, a de alegre Deus das Florestas, protetor dos animais e criaturas dos bosques. Quando o homem adquiriu a noção das estações do ano, esboçaram-se as primeiras idéias sobre a Roda do Ano.
Havia um período quente e fértil, quando se realizavam as colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor. Nesse período, reinava a Deusa. Depois as folhas secavam e caíam, e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender da caça para sobreviver, pois não podia viver só dos alimentos armazenados. Quem regia esse período era o Deus das Caçadas, que também adquiria seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte (nessa época nasceram também os primeiros conceitos sobre a vida após a morte). Surgiram então os primeiros mitos sobre a descida da Deusa ao mundo subterrâneo que, séculos mais tarde, tomaria forma definitiva na Grécia, com o mito de Perséfone, e na Mesopotâmia, com a lenda de Ishtar.
As culturas desenvolveram-se com o passar dos séculos, e novos aspectos dos Deuses foram descobertos. Cultos religiosos se estruturaram, centrados nos ciclos de nascimento, morte e renascimento da natureza. O tempo da plantação e o tempo da colheita eram muito importantes, marcados com festividades, assim como o período do recolhimento do gado e a época de sua liberação ao pasto. Nessas datas, juntamente com as de mudanças de estação, realizavam-se encenações de mitos nos quais um Deus Velho morria para um Deus Jovem nascer, representando a morte da antiga colheita e o nascimento de uma nova.
Esses cultos possibilitaram o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar representantes como os druidas, sacerdotes celtas que encantaram os gregos e romanos com sua profunda filosofia e integração com a natureza. Sua erudição era admirável, e acumulavam funções como a de legisladores, médicos, poetas, bardos e guardiões da tradição oral. Na Grécia Antiga, floresceram os Cultos de Mistério, dos quais se devem destacar os Ritos de Elêusis e os Mistérios Órficos. Também foram de grande importância os cultos dionisíacos. Deve-se ter em mente que essas são linhas gerais do início da Bruxaria, que se confunde com o surgimento das primeiras manifestações religiosas humanas.
O que foi relatado acima aconteceu em épocas diferentes, nos mais variados lugares. É verdade que nem tudo ocorreu exatamente da mesma maneira em todos os lugares: enquanto no Crescente Fértil da Mesopotâmia nasciam avançadas civilizações, na Europa ainda se vivia de caça e coleta. Mas o que impressiona e é importante não são as diferenças, e sim as semelhanças dos primeiros esboços de religião.

No Judaismo
Faz parte da cultura hebraica a lenda do “Bode Expiatório”. Esse bode, deixado só na natureza selvagem, é tido como parte das cerimônias hebraicas do Yom Kippur, o Dia da Expiação, à época do Templo de Jerusalém.
Dois bodes eram levados juntos com um touro ao lugar de sacrifício, como parte das cerimônias. No templo, os sacerdotes sorteavam ao azar um dos dois bodes. Um era queimado em holocausto no altar de sacrifício. O segundo, tornava-se o bode expiatório, pois o sacerdote punha suas mãos sobre a cabeça do animal e confessava, baixinho, aos seus ouvidos, os pecados do povo de Israel.
Posteriormente, o bode era deixado ao relento na natureza selvagem, levando consigo os pecados de toda a gente, para ser reclamado pelo anjo caído Azazel.
Portanto, o “Bode Expiatório” é nada mais nada menos do que a representação daquele que carrega os pecados do povo e o redime com o sacrifício da própria vida. Essa lenda pode ser interpretada como uma prefiguração simbólica do auto-sacrifício de Jesus, que chama a si os pecados da humanidade, é expulso da cidade sob ordem dos sacerdotes, e é sacrificado no Gólgota. Por sinal, a expressão Gólgota em grego significa: Κρανιου Τοπος (Kraniou Topos, isto é: o topo do crânio).
Sobre a cabeça dos bovídeos encontram-se os chifres. No topo do crânio dos humanos, encontra-se a fontanela ou moleira, o principal ponto de contato do homem com a energia cósmica que permeia todo o Universo.
O shofar é considerado um dos instrumentos de sopro mais antigos. Somente a flauta do pastor, chamada Ugav, na Bíblia se iguala em idade segundo algumas opiniões, mas a flauta não tem função em serviços religiosos em nossos dias. Embora o shofar seja um símbolo tipicamente judaico, sua mensagem tem um caráter universal. Como explicava o grande filósofo Maimônides, o toque do shofar é um “despertador espiritual”, um chamado à introspecção e à ação: “Acordem do seu sono, vocês que estão dormindo! Reexaminem seus atos. Lembrem-se de Deus e retornem a Ele”. O shofar nos desperta do nosso sono espiritual profundo e nos incita a incorporarmos em nosso cotidiano os verdadeiros e eternos valores morais deixados por Deus.
Todos nós conhecemos a função do sacerdote, que era oficiar diante de Deus. Mas poucos de nós conhecemos a função do shofar. Em nossas traduções da Bíblia, essa palavra vem traduzida como “trombeta” e, às vezes, “buzina”; porém a tradução correta seria “chifre de carneiro”, pois o shofar é na realidade um chifre de carneiro usado como um instrumento de sopro. O shofar é feito de um chifre de animal casher (considerado limpo). Qualquer chifre pode ser usado para o shofar, exceto o da vaca ou o do touro, pois esses chifres são chamados em hebraico de “keren” e não de shofar, e também porque seu chifre poderia ser um lembrete do Bezerro de Ouro que os filhos de Israel fizeram no deserto, ao deixarem o Egito. A palavra shofar aparece 72 vezes na Tanach (Velho Testamento), o shofar não produz sons delicados como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro, porém, para os judeus, o shofar não é um instrumento “musical”; não é usado por prazer ou divertimento; é considerado sagrado, quase como uma voz celestial.
No Livro dos Números, o shofar é citado como parte do ritual de Rosh Hashaná (o Ano-Novo judaico): “No primeiro dia do sétimo mês (…) será tocado o shofar”. Utiliza-se especificamente um chifre de carneiro, em lembrança do episódio da Akedá (episódio da amarração de Isaque para o sacrifício de Abraão), quando Deus determinou que um carneiro fosse sacrificado no lugar de Isaac. Nesse contexto, o shofar representa a misericórdia do Criador para com os homens.
O shofar, como já vimos, é um chifre de carneiro que é tocado em ocasiões especiais e com finalidades especiais. A forma de como ele é tocado também anuncia algo especial. Mas, o mais interessante é que o shofar é feito de chifre de carneiro. E o carneiro na verdade é um cordeiro que já amadureceu (atingiu a idade adulta)! Então, esse instrumento é feito de um animal já pronto, maduro, mostrando-nos que os anúncios, proclamações e decretos do Eterno são feitos a partir de algo (ou alguém) maduro, pronto para tal ato; também são feitos na plenitude dos tempos, ou seja, só no tempo certo! Nada acontece antes ou depois da hora determinada pelo Senhor!
Algo que devemos levar em consideração é que, para se obter um shofar, deveria haver o sacrifício de um cordeiro ou carneiro. Na simbologia profética do shofar, temos uma incrível transparência no plano de salvação do Eterno para a humanidade, pois Cristo foi enviado como cordeiro para estabelecer um reino universal no planeta; segundo as escrituras, chifres representam reinos ou reis. “Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia. Mas o bode peludo é o rei da Grécia, e o chifre grande que tinha entre os seus olhos é o primeiro rei” (Dan. 8: 20-21). A morte do cordeiro de Deus trouxe aos homens a promessa de um verdadeiro reino de paz na Terra, Ele (Yeshua), como rei universal, se tornou o shofar de Israel em seus dias; bradando e convocando o povo corrompido a se voltarem em unidade e santidade para o seu Deus, aqui Ele vem na simbologia do shofar representado como o “Melech Ysrael”, rei de Israel. O shofar é um instrumento de sopro, portanto alguém deve soprá-lo para que ele produza seu som; os primeiros toques do shofar profético Yeshua soprado pelo Eterno convocaram uma comitiva de 12 homens em Israel e, subitamente, várias outras pessoas que após receberem o sopro de Deus no Pentecostes (At. 2: 1-2), que veio como um vento impetuoso e encheu a casa onde estavam, também se tornaram shofares de Deus e bradaram em Israel e nas nações gentílicas anunciando o reino de Deus e convocando os seres humanos a despertarem do sono espiritual e se voltarem para o Deus soberano.
Que incrível, a morte do cordeiro de Deus não somente trouxe um reino universal à Terra, mas também criou um exército de shofares (chifres) chamado de “Reis e Sacerdotes” (Ap. 5: 10-1; 6: 20-6), e mesmo nos nossos dias, os shofares de Deus continuam sendo tocados pelo sopro do Espírito Santo convocando os homens para se reunirem perante o Eterno.
No Velho Testamento há citações de chifres como símbolo de poder divino. Em Deuteronômio está escrito: 33: “Esta é a bênção que deu Moisés homem de Deus aos filhos de Israel antes de sua morte.” (…) 13: “Disse também a José (…) 17: A sua formosura é como a do primogênito do touro; os seus cornos são como os cornos do rinoceronte: com eles levantarás ao ar todas as gentes…” A própria figura do profeta Moisés é retratada com chifres após receber as Tábuas da Lei. Da mesma forma Jesus, enquanto o Cristo, a Virgem Maria e os santos do Catolicismo também são mostrados ostentando uma aura.
Do mesmo modo, é grande o número de lendas e mitos em quase todas as religiões antigas em que aparecem efígies de Deuses adornados por chifres, como Ísis, a Deusa do Egito, e Odin ou Wotan, o maior dos Deuses vikings, que era o Deus da Sabedoria e governante de Asgard.

Em outras culturas milenares
No Egito, acreditava-se na união do homem com o animal. Os animais, domesticados ou selvagens, eram dotados de poderes divinos. Tanto que seus grandes Deuses fundiam sua imagem com a dos animais. Amon-Rá é representado com a cabeça de carneiro e corpo de homem; assim, o carneiro era considerado sagrado para os egípcios. O animal mais celebrado do Egito era o touro Ápis, a reencarnação do Deus Ptah, e depois foi associado a Osíris. Hórus, Deus do céu e da beleza, é visto nos relevos como corpo de homem e cabeça de falcão. Anúbis, o Deus da morte, era representado por um homem com cabeça de chacal.
Ísis, a Deusa lunar, era representada com cabeça de íbis; também é simbolizada pelo rosto coberto com um véu. Osíris, Deus dos mortos e da fertilidade, ressuscitou como um lobo, para ajudar Ísis e Hórus a combaterem Seth. Seth, corpo de homem com um animal semelhante a um cachorro (ou bode), no início era um Deus benéfico, mas com o tempo foi considerado a personificação do mal, comandava os trovões e as tempestades.
Hathor, Deusa do amor e “senhora do céu”, “alma das árvores”, ama-de-leite de Hórus, a vaca Hátor aparece com freqüência nos mitos. É uma deusa benevolente, adorada em várias regiões, principalmente em seu templo de Dendera. Vaca tranqüila que geralmente personifica o olho de Rá. Usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. Deusa do céu e das mulheres, nutriz de Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música, mas também das necrópoles. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. Também era representada por uma mulher usando na cabeça o disco solar entre chifres de vaca, ou uma mulher com cabeça de vaca.
Uma cerimônia religiosa, descrita por Platão, conta que os reis, só com cajados e redes, caçavam um touro sagrado e ofereciam a Posêidon. No sacrifício, o sangue do animal podia conjurar o deus e exorcizar os mortos. O sangue era coletado num vaso que tinha a forma de um touro. Os chifres de vaca são símbolos da Lua, e o touro, com sua força procriadora, simboliza a fertilidade. Era um animal sagrado não só na Grécia, mas na Mesopotâmia, no Egito, na Índia e em Roma.
O mito do Minotauro conta que Posêidon, deus do mar, enviou a minos, rei de Creta, um touro branco para ser sacrificado em sua honra, mas o rei, encantado com a beleza do animal, guardou-o para si. Posêidon, indignado, despertou na rainha Pasífae uma paixão doentia pelo touro e, dessa união, nasceu Minotauro, um ser com corpo de homem e cabeça de touro.
Em algumas partes da Grécia, Posêidon era Hippios, Deus dos cavalos, o protetor dos centauros. O mito do centauro, meio homem, meio cavalo, tem em Quiron o personagem mais conhecido, o professor da Medicina e da Astronomia. Zeus o imortaliza na constelação de Centauro.
Outro mito importante era Pégaso, o cavalo alado, representando o lado natural e instintivo. Os sátiros eram criaturas representadas por um homem com orelhas, chifres, cauda e pernas de bode. O mais famoso era Pã. Pã, nome que significa “tudo”, era o Deus da caça, dos pastores e do rebanho. Numa das versões da mitologia grega, Pã se transformou em carneiro branco para seduzir a Deusa lunar Selene.
Na Índia, são adorados o touro, o leão, a serpente e o elefante. A vaca na Índia é até hoje sagrada. É a mãe de milhares de hindus. A proteção da vaca é um presente do Hinduísmo para o mundo. Ligados a um dos principais Deuses do Hinduísmo, Vishnu, o mais alto criador do Universo, estão Naga e Garuda, serpente e pássaro, que conservam e protegem o mundo.
Em sua primeira encarnação, Vishnu era Matsya, o Grande Peixe que salva a humanidade do dilúvio (semelhante a Noé ), que conduzia um barco com todos os animais da Terra, levando-o a terra firme. Kurma foi a segunda encarnação de Vishnu, a Tartaruga; a terceira foi Vraha, o javali; e na quarta, Narsingh, metade homem, metade leão.
Para os hindus, os elefantes eram criaturas extraterrenas. Brahma, o eterno, pegou metades do ovo do pássaro solar Garuda em suas mãos e cantou sete canções sagradas, que deram origens aos elefantes.
A Vaca está associada à Terra e à Lua; numerosas Deusas lunares têm chifres de vaca. Como símbolo da mãe, corresponde à Deusa primogênita Neith, primeira substância úmida e dotada de certas características andróginas, ou melhor, ginandras. No Egito é, assim, associada à idéia de calor vital.
Na Índia, encontramos a Vach, o aspecto feminino de Brahma, também chamada de Vaca Melodiosa ou Vaca da Abundância. O primeiro título deriva da idéia da criação do mundo por meio do som; o segundo, obviamente, relaciona-se com sua função de sustentar o mundo, já que seu leite é a poeira das galáxias.
Vemos nisso tudo a mesma idéia do céu como touro fecundador, mas com inversão e sexo; ambos, porém, são aspectos ativo e passivo das forças geradoras do Universo.

Bem antes de terminar quero esclarecer que para mim em particular o Diabo, Satã nada mais são que a nossa pura ignorância… Vamos combatê-la!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

CONDUTA E RESPONSABILIDADE DO MEDIUM DURANTE AS SESSÕES

A CONDUTA E A RESPONSABILIDADE DO MÉDIUM UMBANDISTA DURANTE AS SESSÕES

A Umbanda é uma religião que possui como objetivo basilar o desenvolvimento mediúnico e o atendimento aos necessitados. Trata-se de tarefa que exige muita responsabilidade e dedicação.
O Terreiro de Umbanda é um Templo Sagrado e deve ser respeitado como tal por todos aqueles que nele adentrarem. Esse respeito se exige e se espera principalmente do corpo mediúnico do próprio Templo.
Apesar do toque dos atabaques e batidas de palmas, a sessão de Umbanda não pode ser considerada uma “festa”. O Médium deve estar concentrado e focado em sua missão, permitindo que suas entidades possam se manifestar e cumprir a missão à que foram designadas.
O respeito e a concentração devem existir em todas as sessões, independentemente da Linha que será trabalhada. Muitas pessoas acreditam que pelo fato de linhas com a de Baianos, Crianças, Marinheiros, etc., trazerem alegria, não precisam dedicar o mesmo respeito e concentração que é destinada as Linhas tidas como sérias, como por exemplo, a de Caboclos e Pretos Velhos.
Trata-se de erro grave.
Todas as linhas merecem o mesmo respeito e a mesma concentração do médium, pois todas elas são manifestadas por espíritos de luz, que vêm de Aruanda prestar auxílio a todos os necessitados, inclusive ao próprio médium.
Na Umbanda, o médium é o elo de uma corrente, a qual deve estar em perfeita sintonia. Se um dos elos está fraco e desconcentrado, toda a corrente sofrerá as consequências. O trabalho fica mais “pesado” e vulnerável a manifestação de “kiumbas”.
Por tal razão, o médium ao adentrar ao terreiro, deve se preocupar unicamente com seu progresso espiritual e deixar para o lado de fora todo e qualquer assunto ou comentário estranho ao seu desenvolvimento.
Além disso, para um bom andamento dos trabalhos, o médium deve evitar:
- conversas paralelas durante a sessão;
- risadas e brincadeiras;
- cruzar os braços e encostar-se a parede;
- saídas desnecessárias e exageradas (cozinha, banheiro, etc.);
- desconcentrar o irmão que está ao lado;
Entre outras atitudes que geram desconcentração e acabam por atrapalhar o seu progresso e o progresso de toda a casa.
O médium umbandista, deve ainda ter muito cuidado com a vaidade, orgulho e a pressa. São vícios que o afastam da verdadeira missão e impedem o progresso espiritual.
 A vaidade e o orgulho fazem com que o médium se sinta o melhor médium existente dentro da casa. Acredita que apenas suas entidades são capazes de resolver este ou aquele problema; questiona ensinamentos superiores; não valoriza o que as outras entidades e chefes da casa ensinam; usa aparatos desnecessários e chamativos, apenas para satisfazer seu próprio ego, entre outras coisas.
A pressa faz com que o médium queira “se formar” logo. Em menos de 3(três) anos de terreiro, já força seus guias que ainda estão em aproximação, riscar pontos, usar bengalas, enfeites, bicos (no caso da linha de criança), etc.
O médium deve entender que a mediunidade é algo a ser trabalhado a longo prazo e não em poucos meses. A pressa faz com que a entidade fique “engessada”, ou até se afaste, pois o médium está atendendo suas próprias vontades e não a vontade do guia.
Por isso, o médium deve ser paciente e deixar que seu desenvolvimento ocorra naturalmente. Pois, nenhuma entidade gostaria de usar um “aparelho” com vícios, pois sua missão não seria alcançada.
O desenvolvimento mediúnico é a preparação do médium para começar a cumprir seus objetivos espirituais. E , ao contrário do que muitos pensam, ela não se encerra com a coroação. Na verdade, após a coroação é que a batalha começa de verdade, pois, analogicamente, o soldado deixa de ser um mero aprendiz e assume o fronte. 
Desse modo, nós, médiuns umbandistas, devemos procurar nos livrar de todos os vícios que maculam nosso progresso espiritual, a fim de colaborar com o bom andamento das sessões, buscando nossa evolução e evolução de nosso Templo, para que ele seja repleto de luz e harmonia. Evitando ser o autor de atos e atitudes que gerem desconcentração e que desvirtue os objetivos reais de cada sessão. Só assim, poderemos, de fato, ajudar a nós mesmos e aqueles que procuram auxílio. A Umbanda não é brincadeira!
Pensemos nisso, a Umbanda precisa de nós e não podemos decepcioná-la!
Avante Filhos de Fé.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

NO QUE A UMBANDA ACREDITA, COMO APRENDEMOS, DESANIMO, DECEPÇÕES E EVOLUÇÃO

No que a Umbanda acredita?
1) Num único Deus, criador de todas as coisas, seres e espíritos.
2) Em energias sutis superiores, que nada mais são do que manifestação da própria divindade (DEUS-ZAMBI).
3) Em entidades espirituais em diversos estágios de evolução.
4) Em guias protetores espirituais que já não precisam mais reencarnar.
5) Em seres da natureza, ou elementais que são formas de vida inteligente e formados por uma matéria mais sutil, que habitam e vivem nos elementos da natureza (gnomos - ondinas - silfos - salamandras).

Como realmente aprendemos Umbanda?
O verdadeiro aprendizado começa no estar aberto. Olhar e escutar a tudo desarmado, humilde e atencioso. Perceba que a mais produtiva e fascinante viagem que pode haver no homem é o auto conhecimento. Normalmente, na vida, ao invés de nos ensinarem a pescar, empurram o peixe goela abaixo. Estude, pesquise. O novo sempre chega.
O que você prefere, acreditar ou saber? Precisamos de óculos novos - os que estamos usando já não satisfazem o nosso desejo e a nossa necessidade de ver mais nitidamente as coisas ao redor. Os primeiros sinais (Umbanda) de uma nova compreensão espiritual religiosa da realidade já batem a porta e é apenas uma questão de opção: ou fingimos que não escutamos, ou vamos logo abrir para ver quem é e o que deseja. A opção por aprender é de cada um. A escolha por onde caminhar é inteiramente individual e de responsabilidade de quem caminha (livre arbítrio). O homem é o que pensa, e tudo é o que ele pensa que é. Tudo se transforma, cada um a seu modo, porque somos a própria evolução.
Se você não está satisfeito com as leis que você criou, ou criaram para você, vá atrás de outras.
Experimente, arrisque, o pior que pode acontecer é você aumentar o seu conhecimento.

Como religião, onde a Umbanda me levará?
Nenhuma religião vai levá-lo a lugar algum, se você não souber, ou não decidir para onde quer ir; ou qualquer uma pode levá-lo a qualquer lugar.

Porque a Umbanda, às vezes, nos desanima?
O que costuma desanimar as pessoas é que o dentro de si é escuro, e pelo eco, parece ser bem fundinho.
Não dedique seus anos, a um mestre surdo que vive dando ordens e sempre fazendo as coisas a seu modo. Devemos aceitar nossas decisões e respeitar seus desígnios.
Quando um guerreiro luta com seu instrutor ele não o está ofendendo! É a única maneira de se aprender a técnica de que se precisa. Perceba que de todas as armas de destruição que o homem soube inventar, a mais terrível e poderosa é a palavra. A palavra destrói sem pistas. Um homem tem que escolher, nisto reside sua força e o poder de suas decisões. Existe um momento em que um ataque é a única saída. Falar claramente - governa seus lábios, pois são os portais do palácio do mestre interno. Tranqüilas, formosas e corteses sejam todas as palavras ditas. Os valentes são teimosos. O homem deve escolher e não aceitar o destino.

Como fazer para não se decepcionar com a religião?
Simples... decepcionar-se com alguém com quem pensamos ser portador da verdade é raciocinar como se ele fosse o próprio caminho que é verdadeiro. É o conhecimento que importa realmente, e não quem o indica. Fique atento onde termina a pessoa e começa a idéia. Caso contrário, corre-se o risco de decepção e desilusão.
Os caminhos não possuem autores ou donos. Evoluir! Evolução não tem nome. Ela é o caminho. Ela é a verdade que está em tudo. Ela é a vida, que é Deus. Velhas e teimosas condições arraigadas nos tiram a liberdade de aprender e evoluir, e perceba que o olhar dos olhos não enxerga a essência, somente a forma.

Como fazer para evoluir?
Prioridades na evolução: amor, liberdade, fraternismo, respeito, vida.
Todas as vidas que tivemos que levar foram para este objetivo. Todos os nossos relacionamentos são para isso. Todas as quedas, todos os acertos, tudo existe para priorizar essas cinco palavras.

Sejamos francos! Ainda não aprendemos o que é prioridade! Conhecimento é poder... Sentimento é sua aplicação.

UMBANDA É CARIDADE

UMBANDA É CARIDADE
e onde não se aplica a Caridade não há HUMILDADE

Umbanda é uma palavra cuja origem etimológica se perde na pré-história da linguagem e nos veio dos primitivos idiomas lêmures através dos dialetos africanos transplantados para o Brasil.
A palavra Umbanda não quer dizer "banda do bem" ou "magia negra" conforme se ensina comumente com pleno desconhecimento dos estudos lingüísticos. Também não incita somente uma banda ou outra, como é comumente conhecida pela sua sonoridade.
A Umbanda é Lei, lei divina e humana de causa e efeito, equivalendo quase ao sentido da palavra sânskrita KARMA, empregada pelos bramanistas, budistas, induístas e teosofistas.
Logo, Umbanda é a religião-ciência de causa e efeito.
Assim também, a palavra Quimbanda não significa "banda do mal" ou "magia negra".
Quimbanda era o nome dado ao sacerdote de certos ritos da religião natural dos africanos, fossem tais ritos para o bem ou para o mal.
Quimbanda é sinônimo de "pajé", de "sacerdote oficiante".
A palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era falada pelos integrantes do tronco Tupy. Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos. Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia. Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião.
O termo Umbanda, considerado a “Palavra Perdida” de Agartha, foi revelado por Espíritos integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais. Estes espíritos são Seres que há muito não encarnam por terem atingido um alto grau de evolução, mas dignam-se em baixar nos templos de Umbanda para trazer a Luz do Conhecimento, em nome de Oxalá - O Cristo Jesus. Utilizam-se da mediunidade de encarnados previamente comprometidos em servir de veículos para sua manifestação.
Os radicais que compõem o mote UMBANDA são, respectivamente: AUM–BAN–DAN. Sua tradução pode ser comprovada através do alfabeto Adâmico ou Vattânico revelado ao Ocidente pelo Marquês Alexandre Saint-Yves d’Alveydre, na sua obra “O ARQUEÔMETRO”.
AUM significa “A DIVINDADE SUPREMA”, seu símbolo sendo amplamente conhecido:
BAN significa “CONJUNTO OU SISTEMA”, em Adâmico é representado da seguinte forma:
DAN significa “REGRA OU LEI”, sua expressão gráfica apresenta-se como se segue:
 A UNIÃO destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa “O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS”, sintetizado no sinal abaixo:
    Portanto, o Aumbandan ou Conjunto das Leis Divinas é a Proto-Síntese Cósmica, encerra em si os princípios geradores do Universo, que são a sabedoria e o amor divinos.
Estende-se ao Ser Humano como a Proto-Síntese Religio-Científica que contém e dá origem aos quatro pilares do conhecimento humano, ditos como filosofia, ciência, arte e religião.
Pelo exposto, entendemos que a Umbanda é patrimônio dos Seres Espirituais de Alta Evolução que governam o Planeta Terra, os Seres Humanos encarnados e desencarnados são herdeiros deste Conhecimento-Uno. Entretanto, a aquisição deste conhecimento cósmico depende de condições ou pré-requisitos que o indivíduo deve possuir para que possa compreender a extensão e significado deste patrimônio. Deve ser, também, ser capaz de participar efetivamente da marcha evolutiva do Planeta como um espírito de horizontes largos e consciência cósmica.
Houve um tempo em que as religiões eram praticadas de uma forma muito simples.
Os povos cultuavam Deus, que se mostrava sob a forma de uma boa colheita, de um bom tempo, de prosperidade para todos. A seu modo, agradeciam com oferendas, cantos, danças, enfim, com festividades.
Para eles, Deus era o sol que germinava as sementes lançadas à terra; era a própria terra que alimentava e dava vida às sementes ; era a chuva bendita que vinha do céu para molhar a terra e fazer crescer as plantações, matar a sede e encher seus poços de água.
As árvores que davam bons frutos também eram respeitadas e algumas eram objeto de culto.
Conseqüentemente, a Natureza era sagrada para aqueles povos simples. Eles encontravam Deus em todos os lugares; toda manifestação da Natureza era uma manifestação divina.
Chamavam essas manifestações de nomes que sobreviveram através dos milênios, até nossos dias. Em cada religião essas manifestações sempre receberam nomes diferentes, mas seus fundamentos são sempre os mesmo.
E por que isso? Porque Deus se manifesta a todos, em todos os momentos e em todos os lugares. Eles eram simples, e Deus era encontrado nas coisas simples.
Com o passar dos séculos, a humanidade evoluiu em todos os sentidos. No que diz respeito à religião, foram criadas doutrinas e leis que regulavam o modo de se cultuar Deus. Quem não se adaptasse a elas era considerado um herege, pagão, infiel, bárbaro e outras coisas ainda piores.
O sacerdote deixou de ser um igual aos seus, passou a ser um guardião das leis por ele mesmo criadas. Passou a ditar normas de conduta ritual, deixou de auxiliar seus irmãos com o conhecimento das forças da Natureza e deixou de responder às indagações mais simples sobre o seu dia-a-dia, seus problemas, suas angústias, suas aflições.
Os sacerdotes eram a única ligação com Deus, e assim ninguém mais conseguiria encontrar Deus nas coisas simples, nos lugares comuns, mas apenas nos templos, a cada dia mais grandiosos, mais ornados, mais bonitos. Deus passou a viver no céu, num lugar que ninguém sabe onde fica.
Deixaram de dizer que Deus está conosco no nosso dia-a-dia e que podemos encontrá-Lo em tudo e em todos os lugares, pelas Suas manifestações mais diversas.
Esqueceram-se que na Trindade Divina, o Pai é o Criador, o Filho é a Sua Criação, e que o Espírito Santo é a Sua Manifestação entre nós.
Esqueceram-se que Deus se manifesta nas mais diversas formas, a todos e em todos os lugares, e que o Espírito Santo nada mais é que a manifestação de seus mensageiros, que nos acompanham em nossa caminhada rumo a Ele, o Pai, o Criador.
A Umbanda nada mais é que um retorno à simplicidade em cultuar a Deus; em aceitá-Lo como algo do qual nós também fazemos parte; em vermos nas manifestações dos espíritos, a manifestação dos nossos mentores espirituais, ou como nós os chamamos: os nossos "guias".
O templo de Umbanda é o local destinado a essas manifestações espirituais. Os mediadores de Umbanda nada mais são que os antigos sacerdotes da Natureza, sempre dispostos a ouvir a quem quer que seja sem lhe perguntar de onde vem, qual o seu credo religioso, qual a sua posição social, porque nada disso importa. O que importa é que eles estão ali e que foram conduzidos por mãos divinas.
Na simplicidade do ritual umbandista é que reside a sua força, pois não adianta um templo luxuoso cheio de pessoas ignorantes sobre a natureza do Ser Divino.
Quantas vezes encontramos pessoas que nada sabem sobre as forças divinas que habitam na Natureza? Sobre isso um médium pode falar com um pouco de conhecimento, já que os Orixás são regentes destas forças, todas elas colocadas à nossa disposição desde o tempo da criação do mundo.
Quando vamos a um local, um ponto de força da Natureza, muitos nos olham como tolos ou como pagãos. Isso não é verdade! Se somos pagãos no modo de cultuarmos o Criador através de suas mais diversas manifestações, bárbaros são eles, que estão distorcendo a essência do próprio Deus que cultuam.
A Umbanda é um movimento espiritual muito forte no astral e que sempre esteve ativo, muitas vezes com nomes diferentes, mas sempre ativo. Cultuar os Orixás na Natureza nada mais é que reconhecer o lugar onde a Árvore da Vida dá seus melhores e mais saborosos frutos.
Outras formas de se cultuar Deus são formas estilizadas de louvação e, por esta estilização ser uma forma de domínio sobre muitas pessoas, a Umbanda não leva avante os grandes templos.
O movimento espiritual que existe por trás de cada tenda de Umbanda não permite uma expansão vertical. Quando um templo atinge seu limite, ele se multiplica em muitos outros, que logo se tornam independentes, mantendo relações de amizade com o antigo templo, mas não de subserviência.
O crescimento deve ser horizontal, nunca vertical. O crescimento vertical das religiões levou os homens a se antagonizarem usando o nome de Deus como desculpa.
Quando uma religião se agiganta, começa a interferir nas menores, buscando destruí-las e absorve-lhes os adeptos, como se Deus tivesse feito dela sua representante única na terra. Eis o perigo do crescimento vertical!
Entenda-se por "crescimento vertical" a hierarquização do culto, colocando-se vários sacerdotes sob as ordens de uns poucos. No processos de "crescimento horizontal", todos os sacerdotes são iguais e têm os mesmo poderes e obrigações perante o "conselho invisível dos Orixás".
Não podemos nos esquecer também de que foi a hierarquização que dividiu o mundo em nações distintas, firmando os limites de atuação das antigas religiões e os princípios religiosos dos povos como hoje os temos.
A religião oficial não admitia um templo estranho em seus limites. Esse foi o início da desgraça da humanidade, porque aí começaram as guerras pelo direito de serem os únicos ungidos. Muitos foram os conflitos que tiveram sua origem na intolerância religiosa.
Os mais astutos usaram o nome de Deus para dominar os povos mais fracos. Ao impor-lhes um novo deus, destruíam o anterior, tal qual hoje acontece com empresas comerciais: uma absorve a outra, fazendo com que o seu nome desapareça do comércio.
Mas existe uma diferença: uma empresa vende um produto fabricado pelo homem e os religiosos, ao agirem dessa forma, estão vendendo algo que não lhes pertence. Deus não tem dono e os bens divinos não são para ser vendidos, pois estão à disposição de todos em todos os lugares.
Se assim não fosse, os humildes não poderiam se aproximar de Deus, enquanto os ricos O comprariam e O trancariam em seus cofres pessoais.
Será que não foi isso que fizeram as grandes religiões?
Guardaram Deus dentro de templos suntuosos, e quem quiser ser bem visto na sociedade dos homens deve se submeter aos seus ditames. O Tesouro Divino estaria sendo comercializado como algo profano!
A isso tudo a Umbanda tem confrontado através da sua simplicidade de culto.
Todo umbandista praticante tem sua Linha de Lei a acompanhá-lo. Ela não depende de nada mais para existir. Existe unicamente porque o adepto existe. Se ele não cultivar essa força ela deixa de ser atuante e fica passiva.
O adepto é seu ativador, seu cultuador e seu beneficiário em primeiro lugar. Aqueles que vivem à sua volta são beneficiários, mas apenas se ele for atuante, nunca se for passivo.
Esta é a essência da Umbanda: cada umbandista é um templo do seu culto. Este é um mistério sagrado que sempre esteve oculto dos homens. Não interessa às grandes religiões ensiná-lo, pois assim poerderiam o domínio sobre o adepto.
Por que revelar os mistérios sagrados, se isso vai enfraquecer o seu poder sobre o adepto?
O resultado é que o povo fica desiludido com as religiões e muitos se tornam ateus e outros cépticos a respeito das leis divinas. A maioria dos mistérios é ocultada por uns poucos que os conhecem e é ignorada pela maior parte dos seus fiéis.
Aqueles que tinham a mensagem que comovia multidões dominaram estas mesmas multidões através do ocultamento dos mistérios naturais. Se verificarmos com cuidado, veremos que foi a opção pelo crescimento vertical que fez isso.
Todo crescimento vertical é perverso na sua execução, porque poda os mais capazes em detrimento dos mais espertos, intrigantes ou astutos.
Essa "poda" se dá no momento em que os mais capacitados em levar a mensagem ao povo são bloqueados. O dom natural, em relação a qualquer religião, não é algo que se adquire numa escola. O máximo que uma escola pode ensinar é o ordenamento das forças desse dom e o aprendizado de seu uso em benefício dos que praticam aquela religião.
Toda religião que impuser pela força, quando esta mesma força cessar, cessará sua mensagem.
Assim é a lei de Deus agindo sobre a leis dos homens.
A Lei Divina é eterna e imutável; as leis dos homens são modificadas ao gosto daqueles que estão no poder e na religião dominante, em uma união de interesses.
Deus, na Sua essência, é de simples compreensão. Os rituais que O tornam inacessível, colocando-O no céu. Esta é a lógica invertida criada por mentes viciadas.

Umbanda é Arte, Ciência, Filosofia ou Religião?
Umbanda é arte quando mantém vivas as raízes dos povos ancestrais no que concerne ao seu conhecimento do uso da força da natureza, seus rituais, sua língua, sua cultura, etc.
Umbanda é ciência quando dentro da lógica e da razão explica as forças fluídicas e energéticas do universo e as coloca a serviço do ser humano.
Umbanda é filosofia quando na palavra de um Caboclo, Preto Velho ou mentor, ensina a filosofia de vida que gera a evolução, que modifica o pensamento, que preconiza a reforma interior, encoraja os menos fortes na busca das virtudes.
Umbanda é religião quando oferece a quantos dela procuram a caridade da palavra amiga, da compreensão, do conforto devolvendo a sofridos espíritos encarnados a esperança, o amor, a resignação e a certeza de que não estão sós em seus caminhos.

A Umbanda transformou-se em religião em 23 de março de 1973.
Nessa época, as cadeias estavam cheias de de pais-de-santo, babalorixás, ialorixás, sacerdotes e afins, pois cultuar religiões que não estavam devidamente registradas era considerado crime.
O presidente da República Emílio Garrastazu Médici pressionou o então Ministro da Justiça Armando Falcão com o objetivo de transformar a Umbanda em religião para que assim, legalmente religião, poderia soltar os presos de cunho religioso, liberando os espaços para as reais necessidades da lei.

Assim nasceu a Umbanda como religião reconhecida pelas leis brasileiras.