quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

PORQUE OXUM CHORA?


PORQUE OXUM CHORA?

A mudança na energia do ambiente quando Oxum está presente é perceptível. Algumas vezes durante a incorporação, Oxum chora, este é um sinal de que ela se compadece da dor  das dificuldades que os presentes possam estar atravessando e só se tranquiliza quando sua missão de limpeza fluídica é concluída.
O seu canto e seu choro são consequências do ambiente ou dos sentimentos das pessoas que ela vai ajudar, que podem estar tristes ou angustiadas. Neste caso, a combinação do canto (mantra) com o choro se torna uma ferramenta efetiva para o descarrego das pessoas necessitadas.
Porque Oxum chora?
Oxum chora porque ainda há no mundo muita feiúra. Oxum é o Orixá da beleza e da perfeição. Seu mundo é o mundo do que é belo e perfeito. Quando Oxum deixa de olhar seu espelho para olhar para o mundo dos homens, ela chora e chora, e de seu choro se faz uma cachoeira de amor e bondade que limpa a terra do que de feio e imperfeito o homem pôs nela. É por isso que Oxum chora. Para que o mundo dos homens seja, então, um mundo de maior beleza e perfeição.

Aieieô Oxum! Sarava!


domingo, 15 de dezembro de 2019

EXU TOMA ÁGUA?

EXU TOMA ÁGUA?
    É bom lembrar que um Exu, uma pombo gira, um caboclo ou um preto velho podem beber água quando incorporados no médium, ou a água de coco.

    Ficar cerca de 4 horas incorporados sem se hidratar é prejudicial a saúde do médium.
     Muitos acham que Exu não bebe água. Sim Exu bebe água!
    Água é elemento de trabalho. Na tronqueira de Exu também tem água. Água é fonte de vida.
    O médium não morre durante o processo de incorporação. Incorporação não é possessão.
    O Uso do fumo e do álcool não são obrigatórios durante o processo de incorporação. Não há necessidade de um “exu” consumir 10 charutos.
    Assim como não há necessidade de uma “pombo gira” fumar 3 maços de cigarros e tomar 3 garrafas de cachaça.              Como não há necessidade de um “preto velho” utilizar 1 garrafa de vinho. Tudo é equilíbrio. Todo excesso esconde uma falta. Seja de disciplina ou conhecimento.
    O fumo é utilizado para o descarrego não por vício da entidade. Vale lembrar que ao invés de utilizar o cigarro comum que as pombo gira usam é recomendando utilizar cigarrilhas ou mini charutos, pois eles são menos agressivos e não contém o excesso de substâncias químicas que o cigarro comum têm.
   O charuto quando feito de ervas específicas se torna menos agressivo que o tradicional. Importante falar que a entidade, não traga charuto, ou cigarro, elas puxam e soltam a fumaça.
     É bom orientar que é totalmente errado a “entidade” jogar fumaça no rosto do consulente.
     Também não é ético a “entidade” servir bebida alcoólica a assistência. O álcool é elemento de trabalho.
     Sobre o elemento álcool, existem entidades que apenas passam cachaça na mão do médium para descarregar, sem ao menos beber um gole do seu marafo.
     Assim também existem entidades que manipulam água junto com aguardente, tornando um elemento forte de trabalho.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

VOCÊ NÃO PRECISA PROVAR QUE ESTÁ INCORPORADO


VOCÊ NÃO PRECISA PROVAR QUE ESTÁ INCORPORADO


A insegurança leva alguns médiuns a “forçarem a barra". Movidos pelo medo do julgamento alheio, interferem na incorporação e aumentam os trejeitos do guia. É o caso de quando observamos aquele sotaque forçado, o giro excessivo, a risada exagerada. Entendam, não é preciso provar nada para ninguém. A entidade veio para fazer a caridade, não para receber aprovação dos olhares dos outros.
Cada médium manifesta os guias de uma maneira bem particular. Alguns apresentam mais trejeitos, com sotaque, andar, e movimentos mais característicos do arquétipo da entidade. Enquanto outros nem tanto, sua presença é menos marcante e sua manifestação mais sutil. E não há nenhum problema nisso.
Para que a entidade faça sua caridade, ela não precisa disso. O passe, o descarrego, a cura, a abertura de caminhos, entre outros, dependem mais de uma manipulação energética do que como a entidade se apresenta. Estas bênçãos da espiritualidade se originam da união entre a vibração do guia com o do médium, irradiado na força dos Orixás, sustentado pelos assentamentos do terreiro.
Os trejeitos auxiliam a caracterizar a linha de trabalho do guia, sendo fiel aos arquétipos que representam. Muitas vezes, a entidade utilizam-se de um desses elementos mais pela falta de fé do consulente do que por real necessidade.
Um exemplo é o conhecimento da tecnologia moderna. O guia, um espírito muito mais elevado que nós, cujo conhecimento ultrapassa em muito o nosso, sabe muito bem o que é um carro, um computador, um celular. Mas se ele diz algumas dessas palavras, gera-se falta de fé e, com isso, fecha-se às boas energias da entidade.
É por estas razões que sempre reforçarmos: apenas deixe a incorporação fluir em sua naturalidade. Você não precisa fazer careta para mostrar que a entidade está ali presente. Apenas relaxe seu campo mental, cesse as resistências da mente e sinta o que a entidade quer passar. Com o tempo, isto será instantâneo, e em vez de ficar se perguntando se é o guia ou você, você apenas se observará dando liberdade ao falangeiro.
Lamentavelmente, ainda sobrevivem em alguns terreiros provas físicas de incorporação. Testes como andar na brasa, comer vidro, queimar a pele, entre outras cenas absurdas. Ao nosso ver, são práticas desnecessárias e incompatíveis com nosso momento atual. Em tempos que os processos mediúnicos são cada vez mais conscientes (e não há nenhum problema nisso), dificilmente eles passarão com sucesso nessas provas.
O guia mostra-se presente não com atos físicos, nem movimentos corporais, nem sotaques forçados. E sim com orientações verdadeiras, energia elevada, respeito à hierarquia e muita sabedoria. A verdade da Umbanda encontra-se no espírito. E aqueles que a ela se abrirem, conhecerão seu significado.


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

HORA MORTA


HORA MORTA

Os espíritos do Umbral têm uma hora em que eles estão mais fortes na terra, uma hora onde a cortina do nosso mundo e do mundo deles é erguida, e esta hora é três da madrugada.
A hora morta trata-se do momento em que portais para outro mundo são abertos e espíritos ficam com uma influência muito maior sobre a terra, deixando assim um momento perfeito para muitos serem atormentados, tendo pesadelos ou mesmo vendo vultos, ouvindo vozes ou até vendo aparições perfeitas de espíritos.
Das 3:00 em diante apenas os demônios subalternos continuam atuando, até 3:59. após isto já se iniciar o processo do amanhecer.
Cabe observar que a partir das quatro horas os galos podem cantar. O que determina o imediato retorno dos demônios ao reino subterrâneo.
Existem diversos relatos de pessoas que acordam durante a hora morta e vão ao banheiro ou beber água, e é quando veem algo, o espelho é um portal para o outro mundo e se nesta hora você olhar possivelmente vera um vulto.
Todos nós, algum dia passamos por esse fenômeno da madrugada.
Quem nunca se sentiu estranho em determinado horário à noite?
Quem nunca teve pesadelos e ao acordar ofegante e olhar para o relógio, viu que estava na hora morta?
Quem nunca percebeu coisas estranhas e inexplicáveis em certo horário no meio madrugada e só consegue voltar a dormir depois das quatro horas?
Melhor ter cautela neste horário.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

ENFIM SETEMBRO


Enfim Setembro:

     Todos nós batuqueiros sabemos que setembro é mês que temos como regente Xangô, isso é dado ao fato de setembro ser o mês em que comemoramos no calendário católico São Cosme e São Damião (dia 27/09) como Xangô e Oxum Ibedji, São Miguel Arcanjo (dia 29/09) como Xangô Aganju e São Jerônimo (dia 30/09) como Xangô Agodô.
      Particularmente, aqui no sul, o setembro traz consigo algumas particularidades como as enchentes de São Miguel, um período de chuvas característico de Porto Alegre e demais regiões riograndenses, causando alagamentos e chegava a durar 18/19 dias de chuva.
      Mês 9 é o mês em que xangô pesa em sua balança tudo que fizemos, falamos ou pensamos de ruim, eu costumo usar a simbologia numérica em algumas explicações (coisa minha e não é fundamento),o número 9 seria o 6 virado de ponta cabeça e que significa que Xangô irá ajustar e julgar tudo aquilo que foi feito injustamente, o número 6 é o verdadeiro número de Xangô, o próprio equilíbrio, a balança em si.
      Com o número 6 colocamos as coisas em ordem, justas e equilibradas.
      O número 12 vem a ser o julgamento e a misericórdia onde 6 condenam e 6 absolvem (6+6).
    Em alguns lados dão o número 9 para Xangô Agodô e tudo tem explicação e também uma simbologia.
      As mesas de Ibedji são sentadas crianças e mulheres grávidas nas contas e múltiplos de Xangô, a quinzena é quase que toda direcionada a Xangô e Oxum, pois são os dois orixás que em perfeita sintonia representam a misericórdia, fartura e doçura, antigamente se segurava crianças e pessoas numa mesa,tal coisa que vemos muito pouco hoje em dia.
      A direção que se anda na volta da mesa, a canja, a canjica, os doces, o amalá no centro da toalha, o lavar, secar e tomar água da quartinha tem um significado e importância dentro do culto do batuque do Rio grande do sul.
      A vó sempre dizia que um dos motivos da mesa de Ibedji era para pedir misericórdia por tanto axoro derramado entre tantos outros significados.
      O kassun (Ritual da balança) é pertencente a xangô aganju que é dono da orquestra celestial e como a vó dizia: Xangô é dono do barulho,quando chove Iansã é o clarão dos raios e xangô o estrondo do trovão.
      A balança nada mais é do que o julgamento de xangô sobre a obrigação arriada no quarto dos orixás.
      Em múltiplos de 6 se forma a balança com pessoas que tem obrigação de 4 pé, pois também é chamada de roda dos prontos onde só os prontos participam, de mãos dadas no ritmo do tambor as pessoas vão para o centro e para fora fazendo a balança de Aganju, no meio do ritual e sempre de mãos dadas os orixás vão se manifestando nos cavalos e ela chega ao ápice até que ao som do alujá faz pecadores ( humanos) e orixás largarem as mãos,t oda obrigação é julgada e nem sempre o mal julgamento dela se dá por conta de estourar a balança. Aprendi a olhar e cuidar como se dá cada possessão dos filhos quando o santo chega quando a roda vai pro meio(quando fecha) ou quando vai pra fora (quando abre),tudo está no equilíbrio e na forma que as possessões ocorrem.
      O Alujá é o ritmo de Xangô onde ele dança na frente do tambor e os demais orixás atrás dele.
     Amalá é o prato favorito de Xangô e em alguns casos específicos pode se acrescentar o axé de alguns outros orixás( dependendo da finalidade do axé ou serviço).
     Por ser o dono do barulho Xangô também é dono dum instrumento muito importante dentro do culto do batuque que é o ilú( tambor) e sabemos que para tocar tem que ser pronto receber o axé de tambor.
      Com a modernidade o tamboreiro está sendo chamado de alagbe (alabê).
      Xangô é o juiz que bete seu martelo e aniquila cabeças com seu oxé(Machado de duas lâminas).
      Por isso dizemos que xangô é oloxé( o dono do machado).
      Peço que Xangô faça justiça na terra entre os homens e tenha misericórdia dos inocentes!
      Adùpé babá mí Xangô Aganju!!



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SABE PORQUE OXUM E IEMANJÁ CARREGAM O ESPELHO?


SABE PORQUE OXUM E IEMANJÁ CARREGAM O ESPELHO?

A primeira coisa que lembramos quando falamos dessas duas rainhas é seus abebés (espelhos), que carregam sempre em suas mãos. Sempre mirando-os enquanto se banham, seja no rio ou no mar. Mas o que ele representa?
Irmão, é claro! Eles representam a vaidade delas, o quanto elas são belas e encantadoras! Mas... Isso não é meio superficial?
Sim, o motivo dos abebés vai além da vaidade dessas Yabás que representam o elemento que rege os sentimentos, o espiritual,que é a água.
O espelho reflete tudo aquilo que é exposto a ele, como a superfície das águas, ponto de força de Oxum e Iemanjá, ou seja, é mais que vaidade, se trata a busca pelo auto-conhecimento. Mas as duas dividem postos diferentes desse autoconhecimento.
Oxum vai reger o autoconhecimento interno, o cuidado com o Eu. O ato de banhar-se, enfeitar-se com jóias não representa apenas o enfeite, mas também a auto-valorização. Você se enfeitar significa elevar-se espiritualmente, trazer para o espírito as riquezas da alma: a bondade, compaixão, o amor pelo próximo(...), todas as qualidades que o fazem elevar-se. A vaidade de Oxum não é a superficial, terrena e fútil, é a espiritual, imaterial, e essa sutileza precisa ser diferenciada.
Iemanjá vai tratar do conhecimento externo, do tratar do outro. Iemanjá vai trazer o sacrifício pelo próximo. Vejam, isso é muito interessante, o conhecimento externo só será possível depois que o de Oxum(interno) for feito, afinal, não pode ajudar o outro se antes não ajudar a si mesmo; assim como um rio não pode desaguar no mar se sua corrente não for forte o suficiente. Iemanjá é o doar-se, é o conhecer do outro, é o desaguar quando se já está inundado de si e precisa compartilhar essa plenitude.

QUEM TE MANDOU, CAINANA?


QUEM TE MANDOU, CAINANA?
Você já reparou quantas pessoas difíceis Oxalá coloca nas nossas vidas? E para que? Para que possamos aprender a ser fortes, a não ser enganados, a sobreviver com veneno alheio, com a ingratidão, com a mentira, com a traição e muitos outros sentimentos negativos.
Existe um ponto de Exu que diz ...
"Quem te mandou Caianana 
Quem te mandou Cainana, 
foi seu Tranca Ruas, Cainana, 
Foi seu Marabô"!
Cainana (abrev "Caninana)", é um tipo de cobra e representa aquelas pessoas que chegam de mansinho nas nossas vidas mas após pouca convivência vão soltando seus venenos. Tanto Tranca Ruas (no mistério das almas, embaré ou encruzilhadas) quanto Marabô (no mistério da justiça) abominam a falsidade.
Existe um outro ponto de exu que diz...
"Seu Tranca Ruas me cubra com sua capa, 
quem com sua capa escapa, 
quem com sua capa escapa, 
a sua capa ela é cheia de verdade, 
ela cobre todo mundo só não cobre a falsidade". 
O mundo é cheio de Caiananas e certamente você já deve ter conhecido a sua ou as suas! Fique tranquilo! Não importa como elas chegam nas nossas vidas, o que importa é que Exu às leva embora por bem ou por mau!
Entregue seus problemas à sua fé, seus Orixás, guias e mentores, em especial à Exu! Pois se tem uma coisa que exu não tolera, em especial Marabô e Tranca Ruas é o lobo vestido em pele de cordeiro. Diz um ditado antigo "Se ouvirmos só o conto da chapeuzinho vermelho, todo mundo será lobo mau". Cainanas são este tipinho de gente e para piorar estão sempre na lama! São pessoas dissimuladas, mentirosas, oportunistas, ingratas e que sempre estão na lama: sem estudo, sem emprego, sem saúde, sem caráter, sem dignidade e invejando nossos passos!
Por outro lado, nem todo mundo que está na lama é Cainana. Você vai saber quando encontrar com uma. Pare de perder tempo com as Cainanas!

COMO ME LIVRAR DAS CAINANAS OU CANINANAS?
- Siga primeiramente a doutrina da casa que você frequenta;
- Não seja uma pessoa hipócrita ou com a energia delas, pois coisa ruim atrai coisa ruim;
- Faça seus banhos;
- Ascenda suas velas;
- Preste sua caridade;
- Faça suas firmezas e proteções;
- Firme sempre seu anjo de guarda;
- "Quem não pode com mandinga, não carrega patuá"
- Peça à Exu, em especial à Tranca Ruas e Marabô para que na energia de Ogum e Xango elas sejam decepadas uma à uma. Peça pela lei divina. Cainanas são pessoas instáveis que nunca ficam em uma coisa por muito tempo estão sempre tentando subir na vida, mas a vida traz a sua própria queda para que aprendam a não serem pessoas ruins para com os próximos.
- Frequente lugares e selecione amizades que tenham afinidades com seus valores morais e use contra-egun.