quinta-feira, 23 de abril de 2020

HOMENAGEM A OGUM - 23 DE ABRIL


HOMENAGEM A OGUM
23 DE ABRIL

Ogum é o guerreiro, general destemido e estratégico, é aquele que veio para ser o vencedor das grandes batalhas, o desbravador que busca a evolução.
Defensor dos desamparados, segundo a lenda, Ogum andava pelo mundo comprando a causa dos indefesos, sempre muito justo e benevolente. Ele era o ferreiro dos orixás, senhor das armas e dono das estradas. Irreverente, pois é um orixá valente, traz na espada tudo o que busca.
No sincretismo religioso Ogum é representado por São Jorge e especificamente na Bahia por São Sebastião! Ainda hoje a Ordem dos Templários vive, prega e divulga os ensinamentos de São Jorge.
O dia da semana de maior vibração desta energia é a quinta-feira.
Dos ensinamentos de Pai Ogum: A vida é sempre resultado de nossas escolhas! A preocupação olha em volta, a tristeza olha para trás, a Fé olha para cima.
É aquele que sempre abre as estradas, que vai na vanguarda, que desbrava os caminhos com o seu machete. Orixá violento e guerreiro, eterno vencedor.
Foi Rei de Ifé e conquistador do reino de Ire.
Veste um saiote chamado mariwó (feito com as franjas das folhas verdes da palmeira).
É tido como filho de Iemanjá, irmão de Oxossi e Exu.
Ao mesmo tempo que caça, inventa as armas e ferramentas. Foi um profundo conhecedor dos segredos das florestas, onde vivia com Oxossi e Ossain. Destemido caçador, tornou-se guerreiro e ferreiro.
Conta uma lenda que Ogum não gostava de civilização, vivendo eternamente no fundo da floresta. Oxum, com sua doçura, conseguiu conquistá-lo, trazendo-o para a cidade -  ela necessitava de ajuda, pois precisava de proteção.
Foi marido de Iansã, cujo segredo descobriu. Depois viveu com Oxum (antes desta casar com Oxossi e depois com Xangô). Viveu com Oba, após vencê-la em uma luta.
Sua ira era terrível. Era conhecido como decepador de cabeças e vingador das injustiças.
É o protetor das artes marciais, da agricultura, dos policiais e daqueles que lidam com ferro.


SÃO JORGE - O SANTO GUERREIRO

Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.
Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados
nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."
Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos.
Jorge sempre respondia: "Não, imperador! Eu sou servo de um Deus vivo! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.
A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão.
Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.

Lendas: um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. um dia coube a filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge.
O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.
Datas Marcantes No século XII, a arte, literatura e religiosa popular representam São Jorge, como soldado das cruzadas com manto e armadura com cruz vermelha, nobre um cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. São Jorge é o cavaleiro da cruz que derrota o dragão do mal, da dominação e exclusão.
Desde o século VI, havia peregrinações ao túmulo de São Jorge em Lídia. Esse santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história.
Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foram dedicadas numerosas igrejas a São Jorge na Grécia e na Síria.
A devoção a São Jorge chegou à Sicília na Itália no século VI. No séc. VII o siciliano Papa Leão II construiu em Roma uma igreja para S. Sebastião e S. Jorge. No séc. VIII, o Papa Zacarias transferiu para essa igreja de Roma a cabeça de S. Jorge.
A devoção a São Jorge chegou a Inglaterra no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou na Lídia antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra tornou-se o país que mais se distinguiu no culto ao mártir São Jorge...
Em 1340, o rei inglês Eduardo III instituiu a Ordem dos cavaleiros de São Jorge.
Foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge, padroeiro da Inglaterra até hoje.
Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos.
As Cruzadas Medievais tornaram popular no ocidente a devoção a São Jorge, como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da cruz e das ordens de cavalaria, para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo.
Seu dia foi colocado no Calendário particular da Igreja, isto é, celebrados nos lugares de sua devoção.
O Sr. Cardeal D. Eugenio Sales, assim se pronunciou: "A devoção de São Jorge nos deve levar a Jesus Cristo". Pela palavra do Cardeal Sales sentimos a autenticidade do Culto a São Jorge.
A quem ajuda: é a força de Deus na luta dos excluídos e marginalizados da sociedade.

     
Ogum Beira Mar

Orixá da energia (ligada a atitude), perseverança, vencedor de demanda, persistência, tenacidade, renascimento (no sentido de capacidade de se reerguer).
Reino: Orixá sem reino específico, que atua na defesa de todos os reinos em função  A Energia de Ogum está em todos os lugares. Cor básica: vermelha e branco.
Sincretizado no Rio de Janeiro com São Jorge, tem o seu dia comemorado em 23 de abril.
Elemento: fogo.
Dia da Semana de vibração maior: quinta-feira
Planeta: Marte

Características de seus filhos: são persistentes, tem temperamento
forte. Determinados e batalhadores.

Desdobramentos Principais de Ogum

Ogum Megê - vermelho, branco e preto (trabalha em harmonia com Omulu, na entrada da calunga pequena - cemitério).
Ogum Rompe Mato - Vermelho e verde (trabalha em harmonia completa com Oxóssi, na entrada da Mata. Podendo ser cultuado tanto na terça-feira, dia de Ogum, quanto na quinta-feira, dia de Oxoce)
Ogum Beira-mar - Coral (trabalha na orla marítima em harmonia com Iansã e Iemanjá)
Ogum Iara - azul claro e vermelho (trabalha na cachoeira em harmonia com Oxum)
Ogum de Lei - vinho e branco (trabalha com as Almas em harmonia com Xangô, Omulu, Oxum e Ogum Iara)

OBS.: Os demais Oguns encontrados mais raramente dentro dos terreiros de Umbanda, são desdobramentos destes principais Chefes de Linha, exemplo: Ogum 7 Ondas (desdobramento de Ogum Beira-Mar).

Vem vindo ao longe um cavalo branco,
correndo na areia bem junto do mar.
Cavalgando em cima,vem um belo guerreiro.
Salve meu pai! É Ogum beira-mar.

---

Vem me dar força,vem me dar fé,
e com sua espada me dá proteção.
Mãe Iemanjá sua estrela me guie,
e pai Oxalá me dê sua mão.

---

Levai-me consigo em seu cavalo,
Ogum beira-mar,meu pai valente.
A si meu pai entrego meu fado,
na minha vida estais sempre presente.

---

Protege seu filho meu pai amado,
me mostre sempre o melhor caminho.
Em troca eu ajudo seus filhos perdidos,
pois sei que consigo não estou sozinho.
Salve Ogum beira-mar!

ESPADA DE OGUM

Nome Científico: Sansevieria Trifasciata
Com certeza, a planta mais conhecida de OGUM. São conhecidas também a Lança-de-Ogum (Sansevieria Stuckyi), a Estrela de Ogum (Sansevieria Zeylandica). Há uma variedade (similar à Estrela-de-Ogum) que possui espinhos em toda a borda da folha. Essa é chamada de Rosa-de-Ogum.
A variedade com bordas amarelas pertence à IANSÃ.
Suas folhas são usadas para quase tudo que se refere à purificação de pessoas e ambientes e proteção, trabalhos de sacudimento, banhos e também em amacis dos filhos desse Orixá. É conhecida popularmente por proteger os ambientes, sendo plantada sempre à frente das casas,
Não tem uso medicinal.

ORAÇÃO DE SÃO JORGE

Chagas abertas, sagrado coração todo amor e bondade, o sangue
do meu senhor Jesus Cristo no meu corpo se derrame, hoje e sempre.
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge, para que
meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me
peguem, tendo olhos não me enxerguem, e nem em pensamento
eles possam ter para me fazerem o mal, armas de fogo o meu
corpo não alcançarão, facas e lanças quebrarão sem meu corpo
chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.
Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder da sua santa e
divina graça, a Virgem Maria de Nazaré me cubra com seu sagrado
e divino manto, me protegendo em todas as minhas dores e aflições
e Deus com a sua divina misericórdia e grande poder seja meu defensor
contra as maldades e perseguições dos meus inimigos, e o glorioso
São Jorge em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré, em nome
da Falange do Divino Espírito Santo.
Estenda-me o seu escudo e as suas armas poderosas defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais, e de todas as suas más influencias, e que debaixo das patas de seu fiel Ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a Vós sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa a prejudicar.
Assim seja com o poder de Deus de Jesus Cristo e da Falange do Divino Espirito Santo, Amém.

Em louvor ao São Jorge.

      Pontos do Senhor Ogum, Ogum o senhor das demandas, trabalha diretamente na abertura dos caminhos de seus filhos, senhor da guerra, senhor da vitória, todos devem sempre ao pedir algo a nosso Pai Ogum.
Lembrar-se que ele não faz nada se o filho não for um guerreiro, ele entrega a espada ao filho e luta junto ao seu lado, este Orixá, não entrega nada sem que os filhos não lutem por seus ideais, quando o filho é visto como seu guerreiro este Pai não o abandona, empunha a espada em sua defesa, limpa seus caminhos dos inimigos, derruba todos que ousarem algo contra eles, ser filho de Ogum é ser guerreiro, mas todo guerreiro deve lutar para obter suas conquistas, a proteção e a condução de tudo na vida dos filhos de Ogum está no merecimento de ter este Orixá na sua guarda, então filho de Ogum, saiba que seu Pai nunca o abandonará e que a vitória será sua toda vez que invocar sua proteção,

“Valei-me meu Pai Ogum”.



        Oração a São Jorge
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por Nós.


Oração a São Jorge II

São Jorge,cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos superiores, colegas, e subordinados; que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; meus inimigos terão os olhos e não me verão, terão boca e não me falarão, terão pés e não me alcançarão, terão mãos e não e não me ofenderão.
São Jorge vela por mim e pelos meus, protegendo-me com suas armas.
O meu corpo não será preso nem ferido, nem meu sangue derramado; andarei tão livre como andou Jesus Cristo nove meses no ventre da Virgem Maria.
Amém.

Oração a São Jorge III

Ó Deus onipotente,
Que nos protegeis
Pelos méritos e as bênçãos
De São Jorge.
Fazei que este grande mártir,
Com sua couraça,
Sua espada,
E seu escudo,
Que representam a fé,
A esperança,
E a inteligência,
Ilumine os nossos caminhos...
Fortaleça o nosso ânimo...
Nas lutas da vida.
Dê firmeza
À nossa vontade,
Contra as tramas do maligno,
Para que,
Vencendo na terra,
Como São Jorge venceu,
Possamos triunfar no céu
Convosco,
E participar
Das eternas alegrias.
Amém!


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

PORQUE OXUM CHORA?


PORQUE OXUM CHORA?

A mudança na energia do ambiente quando Oxum está presente é perceptível. Algumas vezes durante a incorporação, Oxum chora, este é um sinal de que ela se compadece da dor  das dificuldades que os presentes possam estar atravessando e só se tranquiliza quando sua missão de limpeza fluídica é concluída.
O seu canto e seu choro são consequências do ambiente ou dos sentimentos das pessoas que ela vai ajudar, que podem estar tristes ou angustiadas. Neste caso, a combinação do canto (mantra) com o choro se torna uma ferramenta efetiva para o descarrego das pessoas necessitadas.
Porque Oxum chora?
Oxum chora porque ainda há no mundo muita feiúra. Oxum é o Orixá da beleza e da perfeição. Seu mundo é o mundo do que é belo e perfeito. Quando Oxum deixa de olhar seu espelho para olhar para o mundo dos homens, ela chora e chora, e de seu choro se faz uma cachoeira de amor e bondade que limpa a terra do que de feio e imperfeito o homem pôs nela. É por isso que Oxum chora. Para que o mundo dos homens seja, então, um mundo de maior beleza e perfeição.

Aieieô Oxum! Sarava!


domingo, 15 de dezembro de 2019

EXU TOMA ÁGUA?

EXU TOMA ÁGUA?
    É bom lembrar que um Exu, uma pombo gira, um caboclo ou um preto velho podem beber água quando incorporados no médium, ou a água de coco.

    Ficar cerca de 4 horas incorporados sem se hidratar é prejudicial a saúde do médium.
     Muitos acham que Exu não bebe água. Sim Exu bebe água!
    Água é elemento de trabalho. Na tronqueira de Exu também tem água. Água é fonte de vida.
    O médium não morre durante o processo de incorporação. Incorporação não é possessão.
    O Uso do fumo e do álcool não são obrigatórios durante o processo de incorporação. Não há necessidade de um “exu” consumir 10 charutos.
    Assim como não há necessidade de uma “pombo gira” fumar 3 maços de cigarros e tomar 3 garrafas de cachaça.              Como não há necessidade de um “preto velho” utilizar 1 garrafa de vinho. Tudo é equilíbrio. Todo excesso esconde uma falta. Seja de disciplina ou conhecimento.
    O fumo é utilizado para o descarrego não por vício da entidade. Vale lembrar que ao invés de utilizar o cigarro comum que as pombo gira usam é recomendando utilizar cigarrilhas ou mini charutos, pois eles são menos agressivos e não contém o excesso de substâncias químicas que o cigarro comum têm.
   O charuto quando feito de ervas específicas se torna menos agressivo que o tradicional. Importante falar que a entidade, não traga charuto, ou cigarro, elas puxam e soltam a fumaça.
     É bom orientar que é totalmente errado a “entidade” jogar fumaça no rosto do consulente.
     Também não é ético a “entidade” servir bebida alcoólica a assistência. O álcool é elemento de trabalho.
     Sobre o elemento álcool, existem entidades que apenas passam cachaça na mão do médium para descarregar, sem ao menos beber um gole do seu marafo.
     Assim também existem entidades que manipulam água junto com aguardente, tornando um elemento forte de trabalho.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

VOCÊ NÃO PRECISA PROVAR QUE ESTÁ INCORPORADO


VOCÊ NÃO PRECISA PROVAR QUE ESTÁ INCORPORADO


A insegurança leva alguns médiuns a “forçarem a barra". Movidos pelo medo do julgamento alheio, interferem na incorporação e aumentam os trejeitos do guia. É o caso de quando observamos aquele sotaque forçado, o giro excessivo, a risada exagerada. Entendam, não é preciso provar nada para ninguém. A entidade veio para fazer a caridade, não para receber aprovação dos olhares dos outros.
Cada médium manifesta os guias de uma maneira bem particular. Alguns apresentam mais trejeitos, com sotaque, andar, e movimentos mais característicos do arquétipo da entidade. Enquanto outros nem tanto, sua presença é menos marcante e sua manifestação mais sutil. E não há nenhum problema nisso.
Para que a entidade faça sua caridade, ela não precisa disso. O passe, o descarrego, a cura, a abertura de caminhos, entre outros, dependem mais de uma manipulação energética do que como a entidade se apresenta. Estas bênçãos da espiritualidade se originam da união entre a vibração do guia com o do médium, irradiado na força dos Orixás, sustentado pelos assentamentos do terreiro.
Os trejeitos auxiliam a caracterizar a linha de trabalho do guia, sendo fiel aos arquétipos que representam. Muitas vezes, a entidade utilizam-se de um desses elementos mais pela falta de fé do consulente do que por real necessidade.
Um exemplo é o conhecimento da tecnologia moderna. O guia, um espírito muito mais elevado que nós, cujo conhecimento ultrapassa em muito o nosso, sabe muito bem o que é um carro, um computador, um celular. Mas se ele diz algumas dessas palavras, gera-se falta de fé e, com isso, fecha-se às boas energias da entidade.
É por estas razões que sempre reforçarmos: apenas deixe a incorporação fluir em sua naturalidade. Você não precisa fazer careta para mostrar que a entidade está ali presente. Apenas relaxe seu campo mental, cesse as resistências da mente e sinta o que a entidade quer passar. Com o tempo, isto será instantâneo, e em vez de ficar se perguntando se é o guia ou você, você apenas se observará dando liberdade ao falangeiro.
Lamentavelmente, ainda sobrevivem em alguns terreiros provas físicas de incorporação. Testes como andar na brasa, comer vidro, queimar a pele, entre outras cenas absurdas. Ao nosso ver, são práticas desnecessárias e incompatíveis com nosso momento atual. Em tempos que os processos mediúnicos são cada vez mais conscientes (e não há nenhum problema nisso), dificilmente eles passarão com sucesso nessas provas.
O guia mostra-se presente não com atos físicos, nem movimentos corporais, nem sotaques forçados. E sim com orientações verdadeiras, energia elevada, respeito à hierarquia e muita sabedoria. A verdade da Umbanda encontra-se no espírito. E aqueles que a ela se abrirem, conhecerão seu significado.


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

HORA MORTA


HORA MORTA

Os espíritos do Umbral têm uma hora em que eles estão mais fortes na terra, uma hora onde a cortina do nosso mundo e do mundo deles é erguida, e esta hora é três da madrugada.
A hora morta trata-se do momento em que portais para outro mundo são abertos e espíritos ficam com uma influência muito maior sobre a terra, deixando assim um momento perfeito para muitos serem atormentados, tendo pesadelos ou mesmo vendo vultos, ouvindo vozes ou até vendo aparições perfeitas de espíritos.
Das 3:00 em diante apenas os demônios subalternos continuam atuando, até 3:59. após isto já se iniciar o processo do amanhecer.
Cabe observar que a partir das quatro horas os galos podem cantar. O que determina o imediato retorno dos demônios ao reino subterrâneo.
Existem diversos relatos de pessoas que acordam durante a hora morta e vão ao banheiro ou beber água, e é quando veem algo, o espelho é um portal para o outro mundo e se nesta hora você olhar possivelmente vera um vulto.
Todos nós, algum dia passamos por esse fenômeno da madrugada.
Quem nunca se sentiu estranho em determinado horário à noite?
Quem nunca teve pesadelos e ao acordar ofegante e olhar para o relógio, viu que estava na hora morta?
Quem nunca percebeu coisas estranhas e inexplicáveis em certo horário no meio madrugada e só consegue voltar a dormir depois das quatro horas?
Melhor ter cautela neste horário.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

ENFIM SETEMBRO


Enfim Setembro:

     Todos nós batuqueiros sabemos que setembro é mês que temos como regente Xangô, isso é dado ao fato de setembro ser o mês em que comemoramos no calendário católico São Cosme e São Damião (dia 27/09) como Xangô e Oxum Ibedji, São Miguel Arcanjo (dia 29/09) como Xangô Aganju e São Jerônimo (dia 30/09) como Xangô Agodô.
      Particularmente, aqui no sul, o setembro traz consigo algumas particularidades como as enchentes de São Miguel, um período de chuvas característico de Porto Alegre e demais regiões riograndenses, causando alagamentos e chegava a durar 18/19 dias de chuva.
      Mês 9 é o mês em que xangô pesa em sua balança tudo que fizemos, falamos ou pensamos de ruim, eu costumo usar a simbologia numérica em algumas explicações (coisa minha e não é fundamento),o número 9 seria o 6 virado de ponta cabeça e que significa que Xangô irá ajustar e julgar tudo aquilo que foi feito injustamente, o número 6 é o verdadeiro número de Xangô, o próprio equilíbrio, a balança em si.
      Com o número 6 colocamos as coisas em ordem, justas e equilibradas.
      O número 12 vem a ser o julgamento e a misericórdia onde 6 condenam e 6 absolvem (6+6).
    Em alguns lados dão o número 9 para Xangô Agodô e tudo tem explicação e também uma simbologia.
      As mesas de Ibedji são sentadas crianças e mulheres grávidas nas contas e múltiplos de Xangô, a quinzena é quase que toda direcionada a Xangô e Oxum, pois são os dois orixás que em perfeita sintonia representam a misericórdia, fartura e doçura, antigamente se segurava crianças e pessoas numa mesa,tal coisa que vemos muito pouco hoje em dia.
      A direção que se anda na volta da mesa, a canja, a canjica, os doces, o amalá no centro da toalha, o lavar, secar e tomar água da quartinha tem um significado e importância dentro do culto do batuque do Rio grande do sul.
      A vó sempre dizia que um dos motivos da mesa de Ibedji era para pedir misericórdia por tanto axoro derramado entre tantos outros significados.
      O kassun (Ritual da balança) é pertencente a xangô aganju que é dono da orquestra celestial e como a vó dizia: Xangô é dono do barulho,quando chove Iansã é o clarão dos raios e xangô o estrondo do trovão.
      A balança nada mais é do que o julgamento de xangô sobre a obrigação arriada no quarto dos orixás.
      Em múltiplos de 6 se forma a balança com pessoas que tem obrigação de 4 pé, pois também é chamada de roda dos prontos onde só os prontos participam, de mãos dadas no ritmo do tambor as pessoas vão para o centro e para fora fazendo a balança de Aganju, no meio do ritual e sempre de mãos dadas os orixás vão se manifestando nos cavalos e ela chega ao ápice até que ao som do alujá faz pecadores ( humanos) e orixás largarem as mãos,t oda obrigação é julgada e nem sempre o mal julgamento dela se dá por conta de estourar a balança. Aprendi a olhar e cuidar como se dá cada possessão dos filhos quando o santo chega quando a roda vai pro meio(quando fecha) ou quando vai pra fora (quando abre),tudo está no equilíbrio e na forma que as possessões ocorrem.
      O Alujá é o ritmo de Xangô onde ele dança na frente do tambor e os demais orixás atrás dele.
     Amalá é o prato favorito de Xangô e em alguns casos específicos pode se acrescentar o axé de alguns outros orixás( dependendo da finalidade do axé ou serviço).
     Por ser o dono do barulho Xangô também é dono dum instrumento muito importante dentro do culto do batuque que é o ilú( tambor) e sabemos que para tocar tem que ser pronto receber o axé de tambor.
      Com a modernidade o tamboreiro está sendo chamado de alagbe (alabê).
      Xangô é o juiz que bete seu martelo e aniquila cabeças com seu oxé(Machado de duas lâminas).
      Por isso dizemos que xangô é oloxé( o dono do machado).
      Peço que Xangô faça justiça na terra entre os homens e tenha misericórdia dos inocentes!
      Adùpé babá mí Xangô Aganju!!